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Saiba como reduzir os resíduos gerados pelo tabagismo
Qual a relação do tabagismo com a geração de resíduos e a proteção do meio ambiente?
Desde o plantio, há poluição da água, solo e ar, além de causarem desmatamento e desperdício de recursos. O ideal é parar ou reduzir ao máximo o consumo de tabaco em todas as suas formas. E para quem permanece fumante, é essencial prestar atenção ao destino de cada item.
Com o surgimento dos cigarros eletrônicos, pods e equipamentos similares, a questão do descarte de resíduos relacionados a práticas tabagistas ficou ainda mais complexa.
Maços e bitucas
Embora os índices apresentem queda na última década, o tabagismo ainda é alto na população que vive na cidade de São Paulo. A estimativa é de que cerca de 2 milhões de pessoas sejam fumantes e, em média, cada uma delas consome 17 cigarros por dia. Isso significa que são geradas 34 milhões de bitucas a cada 24 horas na capital!
Muitas delas são descartadas em ambiente doméstico e o fumante precisa ter cuidado para não misturar com recicláveis. Sabe aquele hábito de jogar cinzas e restos de cigarro dentro de uma latinha de alumínio? Prejudica todo o processo de reciclagem. Assim, a bituca é um rejeito, que deve ser descartada no lixo doméstico comum e nunca junto aos recicláveis.
Além do imenso volume de resíduos que isso representa, mesmo para um aterro, ressalte-se que boa parte desse descarte é feito de forma irregular, ou seja, jogado nas ruas.
O mesmo vale para os maços de cigarros e aquele plástico fininho que os envolve. Esse material não tem reciclabilidade e em muitos casos é contaminado pelo tabaco ou pela mistura de plástico com papel, impossibilitando o reaproveitamento. O mesmo pode acontecer com os pacotes de tabaco solto: siga a orientação nas embalagens.
Se fuma dentro do carro, leve sempre algum recipiente para que possa descartar as bitucas e sobras de cigarros ou charutos. Da mesma forma, a reciclagem de cachimbos é bem difícil. Em geral, eles são feitos de madeira, barro, porcelana, acrílico, vidro ou outros materiais. Materiais como madeira e barro não são facilmente recicláveis devido à sua composição orgânica e dificuldade de separação.
Isqueiros
Mais um indicativo de que o tabagismo é danoso não apenas à saúde como também ao meio ambiente está relacionado aos itens que são necessários ao consumo do cigarro e afins.
O fósforo, embora seja feito de madeira, tem substância em sua ponta que impedem o reúso. Eventualmente, pode ser usado em compostagem.
A caixa de fósforos até pode ser reciclada, quando feita de papelão – mas é preciso destiná-la à coleta seletiva. Aquelas feitas de madeira ou com tinta e cola não poderão ser recicladas.
Isqueiros igualmente não são recicláveis. Em geral, são feitos de material misto, com plástico e metal ou acrílico, que não são passíveis de reaproveitamento pelo processo. Além disso, há o contato com o gás inflamável que contamina os isqueiros. O ideal é que o consumidor invista em isqueiros com maior durabilidade, daqueles que é possível fazer recarga do gás, para reduzir a quantidade de resíduos descartados com frequência.
E na hora de descartar, lembre-se de jogar no lixo comum e não misturá-lo aos recicláveis.
Cinzeiros podem ser recicláveis se foram feitos de vidro, metal ou plástico, mas o ideal é lavar antes de encaminhar para a coleta seletiva.
Dispositivos
Não são apenas os cigarros, charutos e cachimbos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente. Na atualidade, há vários outros tipos de dispositivos usados por fumantes e que também têm destinação final complexa.
Um deles é o chamado “narguilé”, usado para fumar tabaco, frequentemente aromatizado, ou outras substâncias. A fumaça é resfriada passando por água antes de ser inalada. Por ser composto por várias partes, – incluindo um vaso, corpo, fornilho, mangueira e piteira – tem a reciclagem complexa. Afinal, é necessário separar todos os tipos de materiais e ainda corre-se o risco de várias dessas partes estarem contaminadas pelas substâncias utilizadas.
Já os cigarros eletrônicos, vaporizadores (“vapes”), ou pods (uma versão menor do mesmo tipo de dispositivo), são considerados lixo eletrônico. Em caso de dúvidas, o ideal é entrar em contato com o fabricante ou varejista e saber qual o ponto de coleta para este tipo de descarte.
Separação
Os resíduos não recicláveis – maços, isqueiros, fósforos, cinzas – devem ser colocados no lixo comum. Em casa e no escritório, deve-se separar esse material e levar até esses pontos ou então colocá-las no lixo comum. Ou seja, não coloque esse tipo de resíduo junto aos recicláveis. E os dispositivos eletrônicos só serão reciclados se levados a pontos de descarte desse tipo de resíduo.
Para saber a data e horário em que a coleta seletiva é feita em sua rua, acesse o site www.ecourbis.com.br e consulte a programação na aba Horário da Coleta. Ali também é informada a agenda da equipe de coleta tradicional de lixo doméstico comum.


