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Meio ambiente

Rio+20 propõe fortalecimento da economia local

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Desafio da humanidade para o futuro próximo será evitar o desperdício, o consumo em excesso e valorizar a produção local

Promover o desenvolvimento econômico e combater a pobreza e as desigualdades sociais não são contraposições à preservação do meio ambiente. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, chegou ao final apontando que o futuro só será melhor para o meio ambiente se houver investimentos em saneamento básico, educação e saúde.
O documento final assinado pelos representantes dos países, troue compromissos como o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a criação de um Fórum Político de Alto Nível Internacional. Também foi discutida a necessidade de planejamento familiar, para conter explosões demográficas e a consequente dificuldade em oferecer condições a um número cada vez maior de habitantes do planeta.
Já declaração final da Cúpula dos Povos – sintetizada em um documento de quatro páginas e 20 parágrafos – ataca a mercantilização da vida e faz a defesa dos bens comuns e da justiça social e ambiental. A cúpula reuniu durante oito dias representantes da sociedade civil em atividades paralelas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.
Outro tópico discutido pela sociedade civil que participou do evento foi a necessidade de fortalecimento das economias locais como forma de garantir uma vida sustentável. Ao estimular o comércio local, as nações facilitam a geração de empregos além de reduzirem os gastos de energia para transporte dos bens e serviços oferecidos.
A estimativa da Prefeitura do Rio de Janeiro é de que 45 mil pessoas estiveram no Riocentro, onde foi sediada a Rio+20, e mais de um milhão de participantes estiveram nos eventos paralelos. Entre eles, foram mais de 110 mil turistas vindos de outros pontos do Brasil e Mundo.

 

Desperdício de alimentos pode comprometer futuro

O não desperdício de alimentos é outro aspecto fundamental da sustentabilidade. “Atualmente uma pessoa em cada grupo de sete passa fome no mundo”, alerta o diretor-geral do Fundo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva. Segundo ele, o quadro atual tem de ser revertido.

Para Graziano, os líderes mundiais precisam se empenhar em debater ações para garantir a alimentação e atender às demandas de cerca de 9 bilhões de pessoas – população mundial estimada para 2050. Pelos dados da ONU, em 2050 as pessoas terão uma renda mais elevada e a demanda por alimentos será maior, pressionando o sistema agrícola. O cálculo é que a produção de alimentos deverá ser 60% maior do que a atual para evitar que 300 milhões de adultos, jovens e crianças passem fome no mundo.

Frutas típicas expostas durante Feira de Sociobiodiversidade na Rio+20

 

Como descartar corretamente pilhas e baterias

As indústrias que produzem pilhas e baterias em São Paulo assinaram um termo de compromisso para criar postos de coleta. Isto quer dizer que, desde março, já há número maior de postos para que os consumidores possam descartar este material. Mas, vale lembrar que lojas que vendem celulares e pilhas já fazem a coleta. Os shopping centers Plaza Sul e Metrô Santa Cruz, além da rede supermercados da rede Pão de Açúcar são outra alternativa para quem quer fazer o descarte correto de pilhas e baterias, que contém metais prejudiciais ao solo.

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