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Resíduos precisam ter prioridade

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Reciclagem

O coronavírus ainda vem sendo estudado pela ciência, pela medicina. Mas, ao mesmo tempo, muito já se sabe sobre o surgimento de uma pandemia que fez o planeta parar suas atividades comerciais, reduzir o tráfego aéreo como nunca antes na história, diminuir drasticamente as relações sociais, paralisar eventos, fechar escolas e modificar prioridades de empresas, poder público e cidadãos comuns.

Uma das constatações é a de que a pandemia de Covid 19 – e outras que podem atingir o planeta futuramente – é resultado da ação agressiva do ser humano sobre a natureza. Recente relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que o vírus que mudou o ritmo do planeta tem origem animal. A redução da área verde natural para sobrevivência de animais silvestres e sua consequente aproximação de seres humanos traz doenças até então desconhecidas para o corpo humano. O aumento do consumo e geração de resíduos, sem preocupação proporcional com a destinação desse material é outro fator importante nessa equação de impactos na saúde da humanidade.

Ou seja, é urgente ampliar a conscientização sobre ”o lixo nosso de cada dia”. Imagine por um momento que a coleta de resíduos deixasse de acontecer por um período como duas semanas. Ou um mês. Como ficaria sua casa? Seu local de trabalho? Outras perguntas partem desse exercício de imaginação: o que acontece com o material todo descartado em sua casa no período de um mês? De um ano? Que espaço ele ocupou? Que impactos provocou e provocará no meio ambiente?

Estima-se que o volume de “lixo” gerado no Brasil por ano seja suficiente para encher 550 vezes o Estádio do Maracanã. São 78 milhões de toneladas. E em dez anos? Seriam 5.500 maracanãs – um para cada município do país.

Vale lembrar que mais de 3 mil municípios do país sequer dão destinação adequada a esse material todo, que fica exposto em lixões a céu aberto, com pessoas trabalhando e buscando sustento nesse ambiente inóspito e que causa doenças. Na cidade de São Paulo isso não ocorre – a capital conta com aterros  com tratamento sanitário adequado.

Paralelamente, o município conta com serviços para garantir boa destinação a outros tipos de materiais: coleta seletiva e pontos de Entrega Voluntária para recicláveis, centrais de triagem e cooperativas de catadores para garantir a volta desse material à economia, cata-bagulho para inservíveis, ecopontos para pequenas quantidades de entulho, varrição de ruas.

Todo esse trabalho, entretanto, tem alto custo e só a conscientização da sociedade pode reduzir tanto o valor despendido quanto o impacto ambiental de tanto resíduo.

Vale aquela velha máxima: “o planeta é um só e não existe jogar fora”. Ou ainda: “o lixo não desaparece num passe de mágica depois de colocado do lado de fora de casa, para coleta”.

Mas, como fazer para diminuir a quantidade de resíduos e seu custo social e ambiental? Ao longo dos anos, ambientalistas têm alertado para a importância de algumas mudanças de atitudes. São os R’s da sustentabilidade, que merecem ser resgatados nessa fase de pandemia.

Refletir/repensar

Antes de fazer compras seja online, seja no supermercado, na farmácia ou em lojas, é preciso avaliar a importância de cada produto. Um novo celular realmente é necessário nesse momento?  Ou, quando for comprar um item necessário, reflita também sobre o modo como ele é feito, os custos de produção, a energia que consumirá, a durabilidade da bateria…  Um bom exemplo é a indústria de carros: muita gente tem optado pelos carros elétricos, menos poluentes, ou até mesmo por não mais ter carro e sim recorrer a serviços de compartilhamento;

Reduzir

Na mesma linha, é preciso reduzir o consumo. Trocar menos de itens eletrônicos, evitar o excesso de novas roupas e sapatos, diminuir quantidades.

A quantidade de alimentos desperdiçados no planeta mostra que muitos consumidores levam para casa quantidade maior do que pretendem efetivamente preparar ou produzem para além do que as pessoas do ambiente vão consumir. O arroz, por exemplo, é considerado um dos alimentos mais desperdiçados pelo brasileiro, que sempre prepara quantidade acima do que será consumido.

Reutilizar

Que tal reaproveitar aquele pote de vidro para armazenar grãos? Ou a garrafa como um vaso?  Em vez de comprar um novo vestido ou camisa social branca, reaproveite aqueles itens de vestuário que já tem, mesclando peças diferentes. A moda é um dos setores da economia onde há maior desperdício, gasto de energia na produção e, pior, um dos ramos em que a reciclagem é mais complexa. O ideal, portanto, é inovar, transformar em sacola ou até mesmo doar, desde que em condições de uso.

Reciclar

A tão falada reciclagem é importante, mas deve sempre ser encarada como último recurso. Só depois de ter refletido, repensado, reduzido o consumo, reutilizado o que for possível, aí sim deve-se encaminhar itens feitos de papel, plástico, vidro ou metal para reciclagem.

Em São Paulo, é muito simples. Basta separar todos esses itens limpos em uma única sacola e ficar atento ao dia e horário da coleta seletiva. Nas zonas sul e leste da capital, o serviço é prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental.

Para saber o horário em que a coleta seletiva passe em sua rua, confira no site ecourbis.com.br/coleta/index.html.

Importante também lembrar que a reciclagem representa única fonte de renda para milhares de famílias da cidade que atuam nas cooperativas de catadores e de triagem de recicláveis;

Recusar

Vai ao supermercado ou feira? Recuse sacolinhas plásticas e leve suas próprias sacolas retornáveis para trazer as compras. Vai comprar presentes? Evite novas embalagens e caixinhas – reutilize outras que têm em casa.

Ensine o mesmo às crianças. Brindes e pequenos brinquedinhos que só serão lembrados e usados no dia em que foram recebidos só servem para gerar mais lixo e desperdício de energia em sua produção.

Reparar

Tem algum item que quebrou? Prefira consertar. A roupa ficou larga ou justa? Leva a uma costureira. O sapato está com sola desgastada? Conserte.

Além de evitar consumo excessivo, essas práticas ainda valorizam o trabalho de pequenos empreendedores que trabalham com reparos.

Repassar

O conceito está em alta – passe adiante as informações que têm, retuitando, repostando, reenviando emails e mensagens com informações importantes sobre preservação ambiental, dicas de consumo consciente. Também vale compartilhar – empreste ou doe livros, roupas, brinquedos, aparelhos, objetos que não usa mais… Ou peça emprestado, alugue, em vez de comprar novos itens a cada necessidade que surgir.

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