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Resíduos ou lixo: qual a diferença?

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As avós já diziam: como jogar comida fora quando há tanta gente passando fome no mundo. Não só a fome é agravada pelo desperdício, mas forma-se toda uma cadeia de eventos que prejudica a natureza, a economia, a vida em sociedade.

Nem tudo que descartamos é propriamente “lixo”. Muito poderia ser reaproveitado, de diferentes maneiras. Por isso, é importante entender a diferença entre “lixo”, “resíduos” e “rejeitos”.

Ambientalistas pelo mundo todo evitam, na maioria dos casos, o uso da palavra “lixo” e similares. Isso porque o termo remete àquilo que não tem mais utilidade, que pode e deve ser descartado. E também passa uma ideia de sujeira e contaminação.

Mas, na prática, mais da metade do que as famílias descartam diariamente não tem essas características. Tem valor e poderia ser reaproveitado. Ou seja, muita riqueza é enviada para aterros ou simplesmente jogada em vias públicas de forma ilegal e prejudicial às cidades.

Resíduos

A primeira pergunta que toda pessoa ou família deve fazer ao organizar o “lixo” doméstico é: isso realmente é “lixo”? Ou seja, o que está sendo destinado à coleta tradicional não poderia ter outro destino além do aterro sanitário, que tem vida útil curta por conta do espaço?

A dica mais importante é: separe todo material passível de reciclagem, reaproveitamento ou doação.

A roupa ainda pode ser usada? O pote de vidro pode ser reaproveitado como um vaso?  Doe ou reuse em casa.

Já o material reciclável precisa ser separado e entregue para a coleta seletiva. Com esse material, centenas de famílias de catadores poderá conseguir renda.

Claro que é essencial saber que vidro, papel, plástico e metais passarão por processos de reciclagem e se transformarão em novos produtos, evitando a extração de novas matérias primas da natureza e a ocupação de espaço nos aterros.

Basta separar todos esses itens em um saco diferente do lixo comum e conferir qual a data da coleta seletiva. Essas informações estão no site
https://www.ecourbis.com.br/coleta/index.html. A Ecourbis Ambiental é a concessionária responsável pelas coletas tradicional e seletiva nas zonas sul e leste da capital paulista.

Mas, lembre-se: não envie papel engordurado ou recicláveis contaminados por restos de comida que podem ainda comprometer outros itens limpos. Enxágue embalagens, não jogue bitucas ou cinzas em latinhas e não envie, por exemplo, caixas de pizza ou sanduíches engorduradas.

Orgânicos

Mais da metade dos resíduos domésticos na capital paulista é formada por material orgânico, ou seja, restos de comida. Isso indica, em primeiro lugar, que os paulistanos estão desperdiçando muito dinheiro em se tratando de comida. Calculam errado a quantidade, essencialmente, tanto dos alimentos crus quanto das refeições já preparadas.

Planejar compras, congelar sobras e reduzir porções é o primeiro passo para reduzir este tipo de resíduo.

Aposte também em refeições leves e saudáveis, com itens da estação. Essa atitude privilegia a compra de alimentos com mais fartura no mercado, evitando que sejam descartados pelo produtor ou no ponto de venda.

Na capital paulista, há programa de compostagem para as sobras de feiras livres e o adubo resultante é usado na manutenção de praças e áreas verdes da capital.

Mas, em casa, suas sobras de alimentos devem ser destinadas ao lixo comum, assim como os rejeitos. Ou colocadas em composteiras, seguindo algumas regras. Na internet é possível encontrar tutoriais para saber como transformar suas sobras de comida – como cascas de ovos, por exemplo – em adubo para o jardim.

Rejeitos

Os rejeitos são o material que não pode ser reaproveitado ou reciclado e deve sempre ir para o lixo comum.

Bitucas de cigarro, esponjas usadas de limpeza (de aço ou espuma), papel higiênico e papel toalha usados, lencinhos umedecidos, fraldas, absorventes, hastes de algodão, algodão, papéis e fitas adesivas…

Os rejeitos, portanto, são um material “sujo” e/ou de reciclagem e reaproveitamento ainda não possíveis em larga escala, ou seja, com viabilidade econômica e possibilidade de longo alcance.

A indústria e a tecnologia da reciclagem têm avançado bastante e já há estudos para a reciclagem de alguns materiais como bitucas de cigarro, isopor (um tipo de plástico) e embalagens com papel espelhado (como aquelas de bolachas e salgadinhos industrializados).

Mas, por enquanto, a melhor atitude do consumidor é evitar a compra desses itens para reduzir o volume de material enviado para os aterros.

Ecopontos

Para além dos “rejeitos”, do material orgânico e dos itens não recicláveis, o cidadão moderno se depara com outros tipos de descarte necessários.

O que fazer com um eletrodoméstico que não funciona mais, sem conserto? Com um móvel quebrado, também sem possibilidade de recuperação? E com as sobras de jardinagem, galhos e folhagens retirados dos jardins, vasos e árvores dos ambientes domésticos?

Todos esses itens podem ser levados gratuitamente aos Ecopontos da cidade. Há mais de 100 espalhados por todos os distritos da capital e os endereços estão em prefeitura.sp.gov.br.

Nos ecopontos é possível, igualmente, descartar pequenas quantidades de entulho, de graça até o limite de 1 metro cúbico diário.

Entulho são sobras de material de construção, resultante de pequenas reformas. Para grandes quantidades, é necessário contratar caçambas cadastradas regularmente na prefeitura.

Outra forma de se desfazer corretamente de inservíveis é acompanhar a programação de Operações Cata Bagulho. Durante essas ações, a Prefeitura não recolhe entulho, é bom enfatizar, mas retira móveis velhos, pneus, grandes objetos sem uso que tenha em casa como estofados. Todas essas informações estão disponíveis em prefeitura.sp.gov.br.

Logística reversa

Em tempos modernos, há ainda outros resíduos que precisam de descarte correto e que não devem ser depositados para coleta de lixo comum.

Lâmpadas, lixo eletrônico (aparelhos, pilhas e baterias de todos os tipos), tintas, cosméticos e suas embalagens, remédios, seringas, óleo de cozinha usado..

Sempre que tiver alguma dúvida relacionada ao descarte desses itens perigosos ou contaminantes, entre em contato com o fabricante e pergunte sobre logística reversa.

O conceito de logística reversa determina que os fabricantes são responsáveis pela destinação final de seus produtos.

Assim, uma farmacêutica, por exemplo, indicará onde descartar remédios e embalagens. A empresa de tintas indicará o que fazer com latas e sprays, assim como a indústria de eletrônicos também precisa orientar o consumidor sobre a melhor forma de descartar seus aparelhos (celulares, televisores, eletrodomésticos em geral).

Vale destacar que esses itens, muitas vezes, contêm componentes que podem ser reaproveitados e voltar à economia de forma circular, como deve acontecer em uma sociedade sustentável.

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