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Quando a vacinação atingirá as classes trabalhadoras?

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O Estado de São Paulo se aproxima dos 3 milhões de casos confirmados de infecção por Covid19 e quase 100 mil mortes. A estimativa é de que, na capital, uma em cada quatro pessoas já teve contato com o novo coronavírus. Enquanto isso, a vacinação chega a uma encruzilhada – já há cidades onde faltam doses, não há grandes expectativas de lotes representativos para atingir novos públicos.

Afinal, quando a grande massa da população será imunizada? Pessoas que lotam o transporte público diariamente, atendem o público em estabelecimentos essenciais ou não, ambulantes, profissionais liberais, empreendedores…? E adolescentes e crianças, para que as aulas presenciais possam finalmente ser retomadas de forma presencial definitiva?

Só a vacinação em massa e de forma mais ágil garantirá a retomada da atividade econômica e a redução efetiva de transmissão da covid em ambientes públicos, nos estabelecimentos comerciais, no transporte público. Isso sem falar nos encontros familiares, festas, shows e atividades culturais e de lazer, igualmente necessárias à população.

Quantidade de doses

Por enquanto, a capital  está vacinando pessoas acima de 63 anos – esse público começou a ser imunizado nessa quinta, 29 de abril. Na próxima semana, pessoas acima de 60 anos devem ser inseridas na campanha, mas isso desde que cheguem doses suficientes da Astrazeneca. O Governo de São Paulo também aguarda novos lotes de insumo, vindos da China, para ampliar a produção de Coronavac.

Tanto a Câmara Municipal da capital quanto a Assembleia Legislativa do Estado autorizaram Prefeitura paulistana e Governo paulista a adquirirem vacinas diretamente de fabricantes internacionais, mas isso não garante ampliação automática do número de doses disponíveis – seja porque os laboratórios preferem negociar diretamente com o poder central seja porque não há doses disponíveis. Há ainda a possibilidade de que as vacinas adquiridas precisem ser destinadas ao Plano Nacional de Imunização, ou seja, ao SUS.

O projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa autoriza o governo do Estado a comprar, distribuir e aplicar vacinas contra a Covid-19. O projeto já foi promulgado pelo governador João Doria, mas o Executivo vetou a autorização de compra, distribuição e aplicação de vacinas pelo setor privado, para imunizar funcionários e colaboradores de forma gratuita. Com isso, os vetos retornam à Assembleia para serem analisados em Plenário, que pode decidir pela manutenção ou derrubada.

Tanto no caso da capital quanto do Estado, as vacinas adquiridas devem ser registradas ou autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), inclusive para importação.

Essa semana, também chegou ao país a primeira remessa de vacinas Pfizer, mas ainda em quantidade muito pequena – 1 milhão de doses, o que representa possibilidade de imunização de apenas 500 mil pessoas. Para a capital paulista, para se ter ideia, apenas 135 mil doses devem ser destinadas, representando imunização de menos de 70 mil pessoas.

Paralelamente, o Governo de São Paulo quer acelerar o processo de produção da Butanvac, vacina que não dependeria de insumos chineses e seria totalmente fabricada no Brasil. Mas, ainda é incerto como o processo de aprovação acontecerá na Anvisa, já que ainda não houve testes.

“Nesta primeira etapa, o Butantan vai produzir 18 milhões de doses da vacina pronta para o uso já na primeira quinzena de junho, assim que o processo de aprovação da Anvisa for concluído. Essa produção vai alcançar 40 milhões de doses. Mas a capacidade de produção da fábrica do Butantan seguramente é para 100 milhões de doses até o final deste ano. No ritmo que o Butantan tem trabalhado, se houver velocidade na aprovação da Anvisa, ainda neste ano o Butantan poderá produzir até 150 milhões de doses da Butanvac”, afirmou o governador João Doria.

Público previsto para maio

O atual público alvo da vacinação – a partir de 63 anos – é estimado em 163 mil pessoas na cidade e, por isso, já no sábado, 1 de maio, o atendimento passa a ser feito apenas nas AMAS e UBS integradas.  A partir de 6 de maio, será a vez dos idosos de 60, 61 e 62 anos.

Ainda em maio, novos públicos passam a integrar a campanha. A partir do dia 10, a vacinação começa para 50 mil pessoas com Síndrome de Down, 40 mil pacientes renais em tratamento de diálise (Terapia Renal Substitutiva) e 30 mil transplantados em uso de imunossupressores.

Nesses três grupos, serão aplicadas doses em pessoas adultas, na faixa de 18 a 59 anos, pois idosos pertencentes a esses públicos já estão contemplados nas etapas previamente anunciadas.

No dia 11, será iniciada a imunização de 10 mil trabalhadores dos transportes estaduais e outros 165 mil municipais. “Estamos esperando e sempre contamos com mais vacinas. Há alguma sinalização do Ministério da Saúde, mas contamos que a Fiocruz entregará as suas vacinas e, portanto, estaremos cumprindo esse cronograma e avançando em faixas etárias”, afirmou Regiane de Paula, Coordenadora Geral do Programa Estadual de Imunização.

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