Jornal São Paulo Zona Sul

Programa municipal incentiva qualificação de cooperativas de catadores

A coleta seletiva se baseia em um tripé importante para a cidade. Um fator é o ambiental, pela redução de resíduos enviados aos aterros e reinserido na economia pela reciclagem. Mas por conta da atuação de cooperativas de catadores de recicláveis, há também outros dois fatores que ampliam a importância da coleta seletiva: social e geração de renda.

“O Programa Recicla+SP foi criado para estimular o surgimento e a organização de novas cooperativas na cidade”, explica Cristina Helena, gerente de projetos da Amlurb.

O programa de fomento e desenvolvimento das cooperativas conta com a estrutura de um centro de apoio, que oferecerá auxílio administrativo e social aos cooperados. Ambos os projetos são gerenciados pela Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb).

Na prática, a distribuição de recursos é proporcional ao tempo de trabalho do cooperado, podendo chegar até R$ 3 mil por pessoa (R$ 250 por 12 meses trabalhados). A contribuição para o desenvolvimento social foi de aproximadamente R$ 2,3 milhões, recurso proveniente da comercialização dos resíduos recicláveis das duas centrais de triagem mecanizada da capital: Carolina Maria de Jesus e Ponte Pequena.

Além disso, o programa pretende proporcionar a inclusão socioprodutiva dos catadores, por meio da troca de informações, planejamento e acompanhamento da produção das cooperativas. O Recicla+SP contará com um Centro de Apoio às Cooperativas (CAC), que possui colaboradores treinados pela Fundação Instituto de Administração (FIA) para auxiliar os cooperados em áreas como saúde e segurança do trabalho; manutenção e operação; administrativo, financeiro e jurídico, entre outros.

“Durante esse ano oferecemos capacitação e qualificação para cerca de 2.400 cooperados, que realizaram cursos de reciclagem, gestão de cooperativas e marcenaria. Agora, chegou a vez de ampliar esse trabalho e ajudar a potencializar a parte administrativa dessas cooperativas. Com isso, esperamos que possam aumentar sua linha de produção e que novas ingressem no Programa Socioambiental da Prefeitura”, afirmou Edson Tomaz de Lima Filho, presidente da Amlurb.

O Recicla+SP tem início depois da conclusão do projeto Reciclar Para Capacitar, que faz parte do Programa de Metas da Prefeitura. Ele estabelece qualificação técnica e melhoria de gestão das cooperativas.

Capacitação

O programa Reciclar para Capacitar foi lançado há um ano e já ofereceu três cursos: Formação Básica de Catadores de Materiais Recicláveis, que formou cerca de 2.100 pessoas; Gestão de Cooperativas e Empreendimentos Econômicos Solidários, que capacitou 120 alunos e Princípios Básicos de Marcenaria, que qualificou aproximadamente 160 catadores.

O recurso para viabilização do projeto é resultado de um convênio com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). Em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) durante o curso, os catadores foram orientados sobre a importância de sua inserção e de seus familiares no sistema do CadÚnico,um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país para fins de inclusão em programas de assistência social e redistribuição de renda.

Como resultado do compromisso de cooperação firmado com a Amlurb em 2018, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) auxiliou no apoio mútuo voltado ao desenvolvimento de ações para a formação e a organização de cooperativas e associações de catadores.

Para mais informações e inscrições para o programa, acesse o site: reciclarparacapacitar.prefeitura.sp.gov.br/

Comentar

WhatsApp chat Receba as edições por WhatsApp!