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Prefeitura tem planos para redução de resíduos na cidade

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dia do gari redução de resíduos

Os vereadores da capital também estão atentos à discussão sobre geração de resíduos sólidos na capital e desenvolveram uma audiência pública em junho com a presença de Roberto Serroni Perosa, presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – Amlurb.

“Nós temos ali o equivalente a um prédio de dez andares de resíduos. Seria importante que todo morador da cidade pudesse visitar o aterro de Sapopemba porque é uma aula ambiental e você consegue entender o tamanho do problema que temos em São Paulo. Precisamos mudar nossos hábitos e pensar em soluções”, pontuou o vereador Xexéu Tripoli, que é presidente da Comissão Extraordinária de Meio Ambiente e dos Direitos dos Animais.

O aterro de Sapopemba é a Central de Tratamentos Leste, administrada pela concessionária Ecourbis Ambiental, também responsável pelos serviços de coleta nas zonas leste e sul da capital.

“Temos 555 caminhões de coleta domiciliar, 4.300 colaboradores entre motoristas e coletores. Atuamos na varrição, lavagem especial de vias em caso de acidente, limpeza de monumentos e das feiras livres, manutenção dos Ecopontos, desobstrução de bueiros e muito mais”, apontou o presidente da Amlurb. “Coletamos em média 20 mil toneladas de lixo por dia, 66% disso vem da coleta domiciliar. É muito trabalho, são muitos os desafios e é por isso que eu entendo a importância desta oportunidade de debater e trocar ideias tanto com a Câmara quanto com a sociedade civil para buscarmos boas soluções para estes temas que são centrais”, completou Perosa.

O presidente da Amlurb elencou as metas para os próximos anos em se tratando de limpeza pública na capital:

– Reduzir 80% dos resíduos que vão para o aterro para dar sobrevida ao aterro existente;

– Cumprir os acordos firmados através de compromissos internacionais como a redução de CO2 equivalente;

– Lançamento recente do PanClima SP (Plano de Ação Climática do Município de São Paulo);

Vereadores e outros participantes da reunião debateram essencialmente como ampliar a responsabilidade de empresas na destinação de resíduos por ela produzidos na cidade, aumento da fiscalização para inibir ações que resultam em sujeira na cidade e ampliar o volume de recicláveis coletado ao mesmo tempo em que se institui a economia circular na cidade. A economia circular é aquela em que o objetivo final é gerar o mínimo possível de lixo, ou seja, reduzir embalagens, reaproveitar e reciclar materiais diversos.

“A cidade de São Paulo tem usado muito a inteligência artificial para ter um retrato mais exato dos resíduos que produzimos. Nossa meta é monitorar todas as cadeias de resíduos porque assim conseguimos aplicar soluções mais adequadas para cada caso. Isso também nos ajuda e buscar inovação e tecnologias que abarquem todos os resíduos. Hoje já fazemos isso nos serviços indivisíveis, agora estamos buscando ampliar para fazer com os divisíveis também”, explicou o presidente da Amlurb.

“Estamos também trabalhando para que haja redução de pontos viciados de descarte irregular de lixo e entulho. Vamos inclusive lançar um grande programa em conjunto com a GCM, que dispõe de novas tecnologias para reduzir esses pontos.  Diminuiu muito, mas ainda temos cerca de 1400 pontos desses e a nossa meta é zerar essa conta. Já quanto ao serviço efetivo das empresas de coleta e varrição, temos autuado muitas empresas mesmo em pandemia. ”, observou o presidente da Amlurb.

“ Outro ponto que coloco aqui é que ainda temos baixa adesão da sociedade em relação à reciclagem. Muitas vezes o caminhão da coleta seletiva fica com 40 % de ociosidade. É um desafio mudar os hábitos, apesar de todos os investimentos em educação ambiental e incentivo”, concluiu.

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