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Saúde

Posto de saúde no Jabaquara vira “albergue” improvisado

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Um tradicional posto de saúde do Jabaquara, que atende dezenas de pessoas por dia e que foi recentemente reformado, foi alvo de uma denúncia por parte de seus usuários. Só que a população não está reclamando da falta de horários para agendamento ou de mau atendimento por parte dos profissionais. A queixa é sobre o estado de conservação diário da AMA Dr. Geraldo da Silva Ferreira. “Quando cheguei para a consulta, logo pela manhã, havia moradores de rua dormindo lá e os funcionários precisaram esperar que eles saíssem para que eu pudesse ser atendida”, conta uma leitora que prefere não ter seu nome divulgado.Ela afirma ainda que o cheiro de urina era difícil de suportar, em um lugar que deveria primar pela assepsia. “E ouvi relatos de outras pessoas de que haveria dias em que também são encontradas fezes no local”, relata.Depois da denúncia feita pela leitora, o jornal recebeu também um fax, com mais detalhes, confirmando a história. Um grupo de pacientes atendidos ali se mostrava indignado com a situação e explicava que o local se transformou em um “albergue” improvisado. “Todos os dias, assim que o posto fecha para o atendimento público, a área é ocupada pelos moradores de rua que só vão embora no dia seguinte, às 7h, quando a unidade abre”, diz o relato.O jornal encaminhou a denúncia à Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela manutenção do posto de saúde na terça-feira, dia 25. “Coincidentemente”, a partir daquela noite não houve ocupação pelos moradores de rua, segundo o jornal apurou junto à vizinhança. No entanto, a Secretaria de Saúde repassou o caso à Secretaria de Comunicação, Guarda Civil Metropolitana, Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – porque os carroceiros não estariam ocupando a “área interna” do posto de saúde, apenas o pátio externo! Depois de muita insistência, na noite de ontem, através de nota, SMADS se limitou a responder que mantém equipes de orientadores para abordar pessoas em situação de rua e que a maioria dos cidadãos abordados recusa encaminhamento para a rede de proteção social (albergues e Centro de Referência). Efetivamente, este problema ocorre quando moradores de rua ocupam áreas públicas, como praças e áreas sob viadutos. Mas, dentro dos muros de um equipamento municipal onde há equipe de vigilância atuando para impedir invasões e onde a limpeza é primordial?

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