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Meio ambiente

Plástico não reciclável: como proceder?

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Cabos de panelas, material que compõe eletrônicos, eletrodomésticos… Muito do que consumimos hoje não pode ser reciclado

Os oceanos poderão estar repletos de plástico no futuro, por conta do descarte incorreto. Esta projeção confirmada por diversos estudos comprova não apenas a importância do reaproveitamento de embalagens e da reciclagem do material, como especialmente alerta para a urgência da preocupação com o descarte correto.
Esta constatação ganha contornos ainda mais destacados quando se aponta para o fato de que nem todo plástico pode ser reciclado. Cabos de panela, fraldas descartáveis, adesivos, espuma, celofane, papéis plastificados e, principalmente, muito do plástico que reveste computadores e outros eletrônicos, eletrodomésticos e aparelhos telefônicos ainda não têm destinação correta.
Vale ressalvar, entretanto, que algumas iniciativas importantes mostram que, no futuro, os problemas podem ser minimizados. O acrílico e o isopor, por exemplo, eram materiais considerados não recicláveis até bem pouco tempo atrás e atualmente já há iniciativas, ainda que incipientes, que representam a volta deste material ao uso.
Para os termorrígidos, que são aqueles plásticos que envolvem produtos eletro/eletrônicos e de telefonia, o ideal é garantir o uso adequado destes produtos até o final. Ou seja, se um computador não mais atende às necessidades de uma família, um profissional ou uma empresa mas ainda está em funcionamento, o ideal é encaminha-lo à doação. Caso o artigo esteja quebrado ou sem possibilidade de operação, há duas alternativas: entregar ao fabricante ou para processo de desmontagem e reaproveitamento de peças para reciclagem.
A Universidade de São Paulo mantém o CEDIR – Centro de Descarte e Reúso de Gestão Ambiental. Ali, em um amplo galpão, começou um projeto em 2009 para descarte correto, peça a peça, de computadores e periféricos da própria universidade. No ano seguinte, o CEDIR passou a receber também material do público externo, prática que permanece até hoje. O objetivo é garantir o reuso ou descarte sustentável do lixo eletrônico. Quando o material recebido é passível de conserto, a própria equipe da USP prepara o material e encaminha para Ongs e entidades públicas na forma de empréstimo. Ao final da vida útil, retornam ao próprio CEDIR para evitar o descarte que agride a natureza.
Equipamentos sem recuperação têm os resíduos processados de forma a não serem descartados e possibilitando a reciclagem de partes ou de seu todo para reaproveitamento na cadeia pordutiva. São triados e destinados até 1000 computadores por mês. Para encaminhar o material ao CEDIR, que fica dentro da Cidade Universitária, é preciso fazer agendamento prévio por email: cedir@usp.br.
No caso de outros itens ainda não recicláveis, como adesivos, fraldas descartáveis e espumas, o ideal é reduzir ao máximo o uso destes materiais e privilegiar artigos que possam ser reaproveitados ou reciclados. Cabos de panela e tomadas devem igualmente ser descartados como lixo comum.
Por isso, o consumidor deve sempre estar atento para optar por materiais de alta durabilidade, reduzindo o descarte. Quando for inevitável, o descarte deve ser feito em ecopontos ou durante operações cata-bagulho ou através do lixo domiciliar comum, adequadamente embalados.

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