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Solidariedade

Pessoas que vivem nas ruas sofrem com frio intenso

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A madrugada de 19 de julho foi a mais fria do ano, com a temperatura recorde de 7,9oC. A queda brusca nos termômetros destacou um problema que já vem chamando a atenção de quem vive na maior metrópole do país: a população em situação de rua.

O número de pessoas vivendo em praças e calçadas nunca deixou de crescer no país, nem mesmo em tempos de economia melhor. Mas, agora com a crise, o quadro é assustador: a impressão (não há levantamentos atuais precisos ou censo recente da população de rua) é de que há pessoas vivendo embaixo de qualquer marquise ou viaduto, sob pontos de ônibus.

Nas madrugadas frias, estes seres humanos se protegem como podem, mas houve registro de mortes – ainda passíveis de confirmação da causa, mas com suspeita de hipotermia.

Na área da Prefeitura Regional do Jabaquara conta com um único abrigo e a Prefeitura Regional Vila Mariana ainda não tem nenhum, apesar de contar com inúmeros pontos em que é registrada a presença dessas pessoas. Por outro lado, o bairro já conta com uma residência social destinada a idosos, mantida pela Prefeitura.

Acolhimento

Na área da Prefeitura Regional de Vila Mariana, será implantado em breve um novo serviço municipal: o modelo leva o nome de CTA: Centro Temporário de Acolhimento. Dois já estão em operação na cidade: no Brás e em Aricanduva. O serviço atende 24 horas e é mantido em parceria entre a Prefeitura e alguma entidade.  Há vagas para que as pessoas possam dormir e outras apenas para atendimento e convivência diurna. O número de vagas para o CTA da Vila Mariana ainda não foi definido., mas sabe-se que ficará na Avenida José Maria Whitaker, em Mirandópolis, bem próximo a um dos principais pontos de concentração de pessoas em situação de rua da região: os baixos do viaduto Onze de Junho.

Nos outros bairros, os CTAs funcionam em esquema de alojamento, com espaços delimitados por divisórias e sem portas. As áreas femininas e masculinas ficam isoladas.Há salas de atendimento, cozinha, ambulatório, um consultório de veterinário e um canil .

A ideia é atender pessoas em situação de rua em caráter temporário, para que em seguida sejam direcionadas a novas oportunidades. No local sõ oferecidas oficinas de capacitação, aulas de informática, palestras e será um dos pontos de qualificação para o programa Trabalho Novo, que prevê a inserção de pessoas em situação de rua no mercado de trabalho.  O acolhimento se estende por até três meses.

Jabaquara

No Jabaquara, os albergues existem desde 2002, em parceria com a ONG Abecal, na Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira e na Rua das Joias. Atende população itinerante de 300 pessoas por dia, com um núcleo de serviçoes que oferece refeição completa, banho, lavagem e secagem de roupas e atendimento social para 160 pessoas durante o dia. Também são oferecidos cursos profissionalizantes de acordo com o perfil de cada assistido.

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