Jornal São Paulo Zona Sul

Whitaker tem Centro de Atendimento Temporário para pessoas em situação de rua

Mais uma iniciativa da Prefeitura que não tem unanimidade: um Centro Temporário de Acolhimento para pessoas em situação de rua foi inaugurado na divisa entre os bairros de Mirandópolis e Planalto Paulista, na Saúde, área da Prefeitura Regional de Vila Mariana. Embora fique a apenas dois quilõmetros de uma área ocupada por pessoas e famílias há muitos anos – os baixos do viaduto Onze de Junho – o novo equipamento gera críticas na internet por diferentes razões.

Nas redes sociais, há aqueles que reclamam que o Planalto Paulista é área estritamente residencial. Há aqueles que criticam que a solução não é definitiva pelo caráter “temporário” – os centros, na verdade, oferecem abrigo temporário porque a política principal é estimular os ocupantes a buscar recolocação profissional. E também existem críticas quanto a este modelo que gera expectativas de recolocação profissional, complexa de ser alcançada.

A atual gestão, entretanto, afirma buscar não apenas ampliar o número de vagas para pessoas que vivem nas ruas como também gerar oportunidades. O novo CTA terá capacidade de acolher 120 pessoas – 100 homens, 20 mulheres, na Avenida José Maria Whitaker, 2000, endereço onde já funcionava uma entidade assistencial conveniada com a Prefeitura, o Centro de Capacitação para a Vida Projeto Neemias.

Ali, haverá também atividades e oficinas durante o dia, para até 50 pessoas. Este é o terceiro CTA que entra em funcionamento na cidade: há um no Brás e outro em Aricanduva.

O novo CTA passou por reforma: as paredes do imóvel na Av. José Maria Whitaker foram retiradas para que os dormitórios ficassem maiores. Também foi realizada pintura e a instalação da parte elétrica. O local agora tem refeitório, bagageiro, sala para atividades e treinamentos, e três vagas para moradores com carroças. Ali, poderão fazer até três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e serão atendidos por uma equipe multiprofissional composta por 23 funcionários exercendo as funções de gerente de serviço, técnico, assistente técnico, técnico especializado, orientador socioeducativo e agente operacional (cozinha e limpeza).

De acordo com a Prefeitura, os moradores em situação de rua podem procurar o novo serviço espontaneamente, mas os Serviços Especializados de Abordagem Social (SEAS) da região também farão os encaminhamentos de acordo com a aceitação.

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3 comentários

  • Não sou contra essa iniciativa da Prefeitura, de acolhimento, treinamento e inclusào social, porém, considero ato falho, o nosso Prefeito não ter contado com a opinião dos moradores do bairro, haja vista que já temos problemas demais, como a prostituição, o combate às drogas, a violência e roubos constantes. Infelizmente, o nosso bairro, que fica há 4 kms do Parque do Ibirapuera, há 10 minutos da região dos Jardins e da Av. Paulista, ou seja, um dos que eram um dos mais valorizados e que poderia tb estar fazendo parte do Projeto “Cidade Linda”, está perdendo cada vez mais, o seu valor imobiliário e começo a deconfiar que seja uma estratégia para que se vire uma “nova Moema”; com seus arranha-céus e consequentemente, todos os problemas que geralmente impactam uma cidade que já não tem mais para onde crescer…tudo fruto da ganância do homem. #aceleraSãoPaulo #cidadelinda; #JoãoTrabalhador; #aceleraBR

  • Moro no território da Vila Mariana. Uma região onde todas as diferenças sociais e vulnerabilidades. Pela inclusão de todos na,região. A casa gol o deve ser aberta no Planalto. Deve ter cooperativas para catadores de papel ao com auto gestão própria trabalho com mulheres que sofrem violência domestica. Uma escola inclusiva escola e inclusão social para os travesti. Caos para as pessoas que usam substâncias psicoativas . Diretoria do cidadão dever do estado a seguridade,social. Se Vc quer acabar com a violência temos que pensar em inclusão social e redução de danos um pensamento com justiça social .

  • Não entendo como uma pessoa pode lamentar a ganancia alheia sem perceber que esse é tambem o seu sentimento ao lamentar uma suposta desvalorização do seu imóvel só porque chegou o seu bairro um projeto de acolhimento a quem não tem a mesma sorte de ter um teto para se abrigar nas noites frias e chuvosas.
    Bacana a iniciativa e o projeto, todo bairro (inclusive os mais abastados) deveriam ter um centro desse.

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