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História

Pavilhão japonês reabre ao público hoje, 25, no Ibirapuera

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O Ibirapuera é maravilhoso, o maior parque de São Paulo, área verde que, embora localizada na Vila Mariana, atrai moradores de toda a cidade, além de turistas do mundo inteiro. Embora o parque seja não só bonito como repleto de atrações, estava faltando alguma coisa. Há mais de um ano, estava fechado o Pavilhão Japonês, uma linda e ampla construção de traços orientais, à beira do lago, que estava interditada ao público. Estava. Porque hoje, dia 25, o Pavilhão reabre à visitação.
O espaço precisou passar por criteriosas obras de restauro por conta, especialmente, da infestação de suas instalações de madeira por cupins. Para se ter uma ideia da importância deste trabalho, basta dizer que é um dos raros pavilhões, fora do Japão, a manter suas características originais em perfeito estado de conservação. O outro se localiza nos Estados Unidos e é conhecido como “Shofuso” – Solar do Pinheiro e do Vento, construído, também em 1954, para abrigar uma exposição no MOMA – Museu de Arte Moderna de Nova York (que teve como incentivador John Rockfeller III, então presidente da Sociedade Japonesa de Nova Iorque) e atualmente está instalado no Fairmount Park, em Filadélfia.
Entregue à população paulistana em 1954, ano do IV Centenário da fundação da cidade, o Pavilhão foi construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira e doado aomunicípio. Ocupa uma área de 7.500 m2 às margens do lago do parque, e é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, além de um belíssimo lago de carpas. Sua estrutura baseia-se na tradicional arquitetura japonesa no estilo Shoin, adotado nas residências das casas dos samurais e da aristocracia: composições modulares de madeira (com divisórias deslizantes, externas e internas), organicamente articuladas, e marcadas pela presença do tokonoma (área destinada à exposição de pinturas, arranjos florais, cerâmica, etc), bem como de outros nichos embutidos, com prateleiras e pequenos gabinetes, decorativamente dispostos.
Mas, em maio de 2012, o Pavilhão começou a apresentar indícios da presença de cupim e de desgaste de algumas partes do madeiramento, principalmente nos pilares próximos ao lago das carpas coloridas.
O restauro aconteceu por obra da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, através da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês. Técnicos japoneses atestaram que não havia risco para as instalações, mas fizeram uma verdadeira intervenção cirúrgica para garantir a preservação do pavilhão, para que dure mais 150 anos. Obras com carpinteiro vindo especialmente do Japão foram feitas para garantir a troca de peças essenciais para não perder as características originais e a segurança do local.
Agora, autoridades e público em geral estão sendo convidados participaram da cerimônia de reabertura, com o descerramento da placa de agradecimentos ao diretor-presidente da Nakashima Komuten do Japão, Norio Nakashima.
O Pavilhão fica no Parque do Ibirapuera – portão 10 (próximo ao Planetário e ao Museu Afro Brasil. Abrirá às quartas, sábado, domingo e feriados, das 10h às 12h e das 13h às 17h
Informações: 5081-7296 ou pavilhao@bunkyo.org.br. Contribuição adulto: R$ 6,00; estudante com carteirinha e crianças de 5 a 11 anos: R$ 3,00. Menores de 5 anos e idosos acima de 65 anos: entrada gratuita.

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