Jornal São Paulo Zona Sul

Passageiros também reclamam de sinalização e uso de áreas ociosas

A superlotação e falhas na operação, entretanto, não são as únicas queixas de passageiros da Linha 5 – Lilás, operada pela Via Mobilidade. Leitores que usam a linha reclamam da sinalização na Estação Santa Cruz, onde há interligação com a linha 1 – Azul, e também do uso das áreas ociosas, dentro e fora das estações.

Ainda com relação ao projeto construtivo adotado na linha, os passageiros fazem vários questionamentos sobre o uso do espaço das paradas. Diferente do padrão que se vê em outros países, as paradas da linha 5 foram projetadas ocupando um imenso espaço público, em uma cidade com terrenos tão escassos como a maior metrópole brasileira.

Além de imensas e repletas de estruturas em vidro, as estações da linha 5 ainda são marcadas por praças com pouca arborização, várias aberturas como poços de ventilação e até gradis.
Na Estação Eucaliptos, por exemplo, chamam a atenção dos passageiros algumas áreas sobre as calçadas que foram cercadas por grades e servem de estacionamento.

Outra situação que causa estranhamento são os prédios existentes em várias das paradas: Santa Cruz, Campo Belo, Moema, Eucaliptos… Esses prédios paralelos, segundo o metrô, serviriam para abrigar funcionários. Mas, seriam tantos assim? Porque as estações antigas, das demais linhas, não contavam com essas estruturas, com tantos andares?

Internamente, também, as estações são bem maiores que as antigas, que se restringem, no subsolo, acima das plataformas, às bilheterias e algumas salas de operação ou, no máximo, túneis para entrada e saída dos passageiros.

Via mobilidade

A concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5, Via Mobilidade, aponta que o projeto foi todo elaborado pelo Governo do Estado.

Com relação ao uso atual, defende que as praças têm sido usadas para atrações artístico-culturais de diversas linguagens com o objetivo de ativar os espaços livres nas estações, transformando os locais em áreas de lazer, convivência, inclusão e conhecimento.
Em 2019, até o mês de julho, foram 34 exposições realizadas em parceria com 10 instituições, além de 41 campanhas de engajamento sazonais e duas perenes, promovidas em parceria com 29 instituições.

Sobre os prédios externos, informa que muitos deles na verdade têm abrigado máquinas e equipamentos.

A área livre sobre a calçada, usada para estacionamento, segundo a concessionária, é uma área de recuo de responsabilidade da Via Mobilidade e que “não impacta o trajeto das pessoas. Atualmente, o espaço está em uso como estacionamento de veículos”. A concessionária esclarece que somente pessoas e carros autorizados estão aptos a utilizarem o lugar.

E com relação às saídas, transferências e acessos externos e internos estão sinalizados em todos os pisos da Estação Santa Cruz. A concessionária enviou imagens da sinalização, que em alguns pontos é feita por cartazes móveis posicionados em frente às escadas rolantes.

Comentar

WhatsApp chat Receba as edições por WhatsApp!