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Parque do Ibirapuera tem projeto para alcançar “lixo zero”

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É possível se preocupar com a proteção à natureza, valorizar o verde e participar ativamente da preservação ambiental mesmo morando na maior capital do país.

Nessa cidade de 12 milhões de habitantes, que produz mais de 20 mil toneladas de lixo por dia, há várias ações acontecendo para melhorar a qualidade de vida, estimular e valorizar áreas verdes, além de deixar a cidade mais limpa.

No Ibirapuera, parque mais visitado da cidade e que fica na área da Subprefeitura Vila Mariana, está em fase de implantação um projeto de “aterro zero”. O objetivo da empresa que administra o local é evitar ao máximo o envio de resíduos para aterros sanitários. A meta é apenas uma das iniciativas em prol do meio ambiente que fazem parte do Eco 360, projeto que engloba as diretrizes sustentáveis da concessionária Urbia para os próximos anos.

Para tanto, foi desenvolvido um Plano de Gerenciamento de Resíduos que contempla todos os tipos de materiais descartados. O documento prioriza, entre alguns destaques, a não geração, a redução, a reciclagem e a ressignificação dos resíduos. Algo que, até então, não existia dentro do Ibirapuera.

Nos seis meses iniciais da concessão do parque, foram coletados 1.744.568,9 kg de resíduos entre eles: metal (8.107,8 kg), plástico (9.786,5 kg), papel (4.583,9 kg) e vidro (2.179,5 kg que foi reciclado em sua totalidade). A reciclagem do plástico gerou uma economia de 1.270 kg de petróleo, já do papel poupou aproximadamente 50 árvores.

“Atualmente, a gestão de resíduos é realizada com controle de toda a cadeia e com o apoio de cooperativas de triagem e reciclagem. Além disso, faz parte do processo um sistema de descaracterização de resíduos orgânicos a fim de acelerar sua decomposição e, com isso, gerar adubo para utilização nas plantas presentes na localidade”, descreve Samuel Lloyd, diretor da Urbia.

Os resíduos de manejo da própria flora local também foram usados para delimitação de espaços em círculos no gramado da Praça da Paz, para incentivar o distanciamento social de maneira e sustentável.

“Trabalhamos em alternativas para destinação correta das cascas de cocos consumidos no Parque. Entre algumas soluções já estudadas está o desenvolvimento de copos e embalagens biodegradáveis que poderão ser utilizadas pelos frequentadores do Parque em suas refeições nos restaurantes e, em seguida, transformá-lo em adubo. Dessa forma, as pessoas conseguem visualizar o ciclo de vida completo do produto”, diz Lloyd. “Conseguimos ainda reduzir as emissões de poluentes atmosféricos diminuindo o transporte de resíduos para aterros, visto que agora parte dos resíduos de manejo vegetal viram composto orgânico no próprio Parque”, acrescenta.

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