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Operação Água Espraiada: primeiro lote de apartamentos será entregue em março

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Conjuntos terão apartamentos de diferentes tamanhos além de estacionamento

 As obras da ponte estaiada sob o Rio Pinheiros, que integram a Operação Água Espraiada, começaram em 2005 e foram concluídas três anos depois. Desde então, a Operação caminha em ritmo extretamente lento, com mudanças de projeto e muita polêmica, mas sem obras físicas e com manutenção questionável. Esta semana, entretanto, a Prefeitura anunciou que até março serão entregues as primeiras unidades habitacionais construídas para atender a população removida de favelas da região.

Onze escritórios de arquitetura se uniram para desenvolver os projetos para os quatro primeiros lotes habitacionais

Desde 1996 e, posteriormente, em 2001, nas primeiras etapas da obra, foram removidas centenas de famílias da comunidade Jardim Edith, mas nenhuma delas foi atendida em programas habitacionais, como prevê a lei que rege a Operação Urbana.

Agora, a  Prefeitura anunciou que, até março, serão entregues os primeiros lotes de conjuntos habitacionais construídos para atender a esta demanda. Uma das principais discussões – e dúvidas – com relação à Operação Urbana é se haverá realmente capacidade para atender as mais de dez mil famílias que ainda vivem em condições precárias ao longo do córrego Água Espraiada.

Os quatro primeiros lotes foram desenvolvidos em parceria com 11 escritórios de arquitetura. Segundo a Secretaria de Habitação, os projetos dão continuidade à linha adotada em Habitações de Interesse Social na cidade de São Paulo, que não seguem mais uma estrutura pré-definida. Levam em conta os desníveis nos terrenos e poderão ter de quatro a 20 andares, de um a três dormitórios e estacionamento para bicicletas e motos.

Os arquitetos responsáveis pelos modelos apresentaram ao Fórum de Lideranças da Operação Urbana Água Espraiada mais de 30 projetos de HIS – ocasião em que foram explicadas as principais inovações dos modelos e sanadas as dúvidas dos participantes.

Segundo um dos arquitetos envolvidos nos projetos, Ciro Pirondi, alguns dos modelos possibilitam que os dormitórios sejam ampliados. “Criamos uma estrutura que permite ao morador derrubar uma parede interna do quarto para ampliá-lo, sem prejuízos à estrutura do imóvel”, explica ele, que também é professor da Escola da Cidade.

Para o arquiteto Marcos Boldarini, um dos principais desafios para elaboração dos projetos são os desníveis dos terrenos. “Tivemos de criar soluções rápidas e de qualidade para terrenos que possuem muitas especificidades e que exigem estruturas diferentes”, conta ele, que é responsável pelo premiado projeto do Cantinho do Céu.

A nova proposta prioriza o sistema de ventilação e a iluminação natural das unidades. Há ainda espaço destinado a criação de pequenos escritórios. “Para aquele que mora sozinho, um apartamento moderno e compacto. Para uma família maior, criamos o cômodo ‘coringa’, que pode servir como um escritório para os pais ou um local de estudo para os filhos”, destaca Pirondi.

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