Jornal São Paulo Zona Sul

Novo empréstimo vai acelerar obras da Linha Ouro, garante governo

Alguns reclamam da estrutura, que consideram bruta e esteticamente questionável. Outros se queixam que a demora na conclusão da obra atrai ocupações irregulares e consumo de drogas sob as vigas e junto a canteiros de obras. E a absoluta maioria dos leitores quer mesmo é saber quando finalmente será concluído o trecho em obras da Linha 17 – Ouro, em monotrilho, que está em construção desde 2012 e que havia sido prometida para antes da Copa de 2014 no Brasil, ligando o Aeroporto de Congonhas à malha metroviária, na estação Morumbi da Linha 4 – Amarela.

Há expectativas de que a obra seja concluída em 2021, mas ninguém mais se arrisca a dar prazos. Em outubro, o governo do Estado de São Paulo assinou empréstimo de U$ 296 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) com o CAF – banco de Desenvolvimento da América Latina – para a finalização do primeiro trecho da Linha 17-Ouro do Metrô. O valor faz parte de uma autorização aprovada pelo Senado Federal para uma série de investimentos no Estado no valor de U$ 933 milhões, incluindo outras instituições financeiras.

“A autorização desse empréstimo comprova que nosso governo é comprometido com a retomada e entrega das obras prioritárias para os cidadãos, entre elas a linha 17-Ouro. Esse valor vai acelerar a melhoria da mobilidade urbana para os paulistanos”, ressaltou o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

O empréstimo está estruturado em quatro componentes principais: obras, sistemas operacionais, material rodante e gestão.

“Um financiamento deste tipo só é possível quando os projetos são bem estruturados. No caso de São Paulo temos a vantagem de um planejamento inteligente, bem realizado e absolutamente transparente”, destacou Milton Santos, secretário executivo da Secretaria de Fazenda e Planejamento. “Os recursos investidos facilitarão o dia a dia e a mobilidade da população da capital e da Região Metropolitana de São Paulo”, finalizou.

Histórico

Em março, o metrô rompeu contrato com o consórcio Monotrilho Integração, por considerar que as obras estavam em ritmo muito lento. Uma nova licitação foi aberta e em agosto foram abertos os envelopes com propostas.

O vencedor foi o Consórcio Constran, que chegou a ser habilitado pelo metrô após análise de documentação em 11 de setembro. Porém, um dos consórcios derrotados no processo entrou com recurso questionando a habilitação da empresa e agora o metrô precisa analisar.

Em entrevista ao G1, Paulo Galli, secretário-executivo de Transportes Metropolitanos. explicou que duas licitações estão em andamento: “uma por obra civil, que está em processo final de assinatura de contrato. Talvez a gente consiga assinar na primeira quinzena de novembro. E o outro vai ser o fornecimento dos trens, que tem três empresas internacionais interessadas. Esse vai levar um pouco mais de tempo”, diz

A construção da Linha Ouro é subdividida em cinco partes, cada uma tocada por um grupo diferente: um para o pátio de manutenção, três responsáveis pela construção de nove estações e mais um, considerado o principal por incluir trens, as vigas por onde circularão e a sinalização. É justamente este principal que está com os trabalhos parados.

Também está prevista a implantação de uma ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, edificação do Centro Comunitário e Esportivo e o lançamento de vigas pré-moldadas.
Quando estiver pronto, o monotrilho terá 7,7 quilômetros, ligando o aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). As estações contempladas são: Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e o pátio Água Espraiada.

Há ainda um segundo trecho previsto para ligar a estação Jabaquara ao aeroporto, pela Avenida Jornalista Roberto Marinho. Entretanto, como também não há previsão de quando a expansão da avenida será construída e por conta dos inúmeros problemas envolvendo a construção do trecho Congonhas Morumbi, o metrô simplesmente engavetou o projeto.

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