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História

No passado, casas não tinham muros nem precisavam de garagem

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O SPZS está comparando presente e passado, relembrando fatos, mostrando como o crescimento desordenado da cidade responde por problemas da atualidade. Em nosso site, confira a comparação entre as imagens com efeito especial. E mais novidades virão, aguardem!

Mais jardins, ruas de terra, pouco espaço para estacionamento de veículos. As ruas da São Paulo de antigamente eram mais abertas à interação entre vizinhos e com mais permeabilidade para as águas das chuvas.

Mais do que isso, era uma cidade com muito menos carros – hoje o total de veículos registrados na capital é maior que o número de habitantes daquela época: são 8 milhões de automóveis contra 6 milhões de habitantes em 1970.

As fotos de uma vila em Mirandópolis mostram essa transformarção. A Rua Luís Augusto de Campos, na região da Praça da Árvore, tinha aquele ar bucólico, com crianças brincando na rua, vizinhos conversando na porta ou nos baixos muros de suas casas.
No horizonte, os edifícios ainda não impediam a vista do céu. O cenário ainda aponta para a calmaria de um tempo em que o trânsito e a segurança urbana não povoavam as preocupações dos habitantes da mesma forma.

As calçadas eram bem estreitas – e continuam assim, indicando talvez uma falha no planejamento do loteamento local, mas ao mesmo tempo tinham regularidade – as constantes reformas foram alterando as características originais. Também a uniformidade das fachadas dos sobrados, antes todos iguais, desapareceu por conta de reformas subsequentes.

Em lugar de portões dos mais diferentes tipos, havia muretas baixas onde crianças e adultos se sentavam para observar o movimento.

Um único poste pode ser visto, no final da rua, à direita. Não se vê um único automóvel na rua toda.

O morador Claudio Soares conta que reconhece várias pessoas na foto antiga, que não tem data precisa, mas é da década de 1960. “A senhora na porta, á direita, é provavelmente a D. Sarah, que foi uma das primeiras moradoras e a primeira pessoa com um telefone aqui na rua. Ainda me lembro dela gritando o nome do meu pai, para atender ao telefone lá”, relembra, ao ver a imagem. “Na porta, a senhora de branco, provavelmente é a D. Clélia (irmã da D. Sarah)”, diz ele, que ainda vive ali. “Nesta época todas as casas tinha um pé de azaléias no jardim da frente”, completa.

Mirandópolis

O bairro de Mirandópolis já aparece em mapas de 1914 da cidade de São Paulo, embora ainda com poucas ruas definidas.

Resultou do loteamento de terras de um nome bastante famoso em toda região, Antonio Cantarella, que também detinha muitas áreas por toda região mais ao sul, no Jabaquara.

Outro grande proprietário de terras dessa região era a família Rocha Miranda e há especulações que o nome do bairro viria daí – Mirandópolis, a “cidade” dos Miranda.

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