Cultura
Museu de Arte Contemporânea tem exposição de Di Cavalcanti
DMuseu Lasar Segall, na Vila Mariana, abre em 8 de novembro a exposição gratuita O Paisagismo Modernista na Produção Artística de Lasar Segall, que convida o público a redescobr.
os prostíbulos de Paris a uma breve fase cristã, a exposição Di Cavalcanti: Militante, Boêmio e Brasileiro vai expor as diferentes facetas do artista que ficou conhecido por sua atuação na Semana de Arte Moderna de 1922 e pelos polêmicos quadros de mulheres negras. A mostra foi inaugurada no sábado (8), no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, e ficará em cartaz até outubro de 2026. A entrada é grátis.
A mostra tem curadoria da professora Helouise Costa, do MAC, e do jornalista Marcelo Bortoloti. Ela foi elaborada a partir da pesquisa de pós-doutorado de Bortoloti, supervisionada por Costa. O MAC tem uma coleção de 561 desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976), escolhidos e doados pelo próprio artista ao acervo do antigo Museu de Arte Moderna (MAM), nos anos 1950. Desses, 115 serão expostos, mas a coleção completa será exibida no local através de uma projeção audiovisual.
A exposição conta com uma detalhada linha do tempo e passa por todas as fases da carreira artística de Di Cavalcanti. É dividida em seis módulos, que representam as seis décadas de produção em sua vida. Sobre esses núcleos, a curadora diz: “São chaves que consideramos importantes e que marcaram as diferentes décadas do trabalho de Di Cavalcanti. Foi a partir delas que selecionamos as obras, a partir desses temas e datas.”
“Percebemos que fazer uma releitura dessa coleção, a partir da biografia do artista, lançava luz sobre outros aspectos que ainda não haviam sido estudados”, acrescenta Helouise Costa. “A exposição é resultado da pesquisa realizada no museu.”
Ao adentrar a exposição, o visitante se depara com uma longa parede à direita, que contém a história do artista, desde o nascimento em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A linha do tempo acompanha as salas abertas, posicionadas à esquerda do espaço expositivo, cada uma dedicada a um módulo. Em todas as salas, duas paredes abrigam as obras de Di Cavalcanti e uma traz obras de outros artistas, relacionados a ele de diferentes formas, a depender do núcleo.
Entre os múltiplos aspectos que circundam o polêmico artista, a curadoria destacou três: brasileiro, boêmio e militante. “Existe uma construção da ideia de brasilidade no trabalho do Di Cavalcanti. A defesa de uma identidade especificamente brasileira perpassa todo o seu trabalho”, afirma Costa. A mostra busca rever a obra gráfica do artista com base em sua trajetória de vida e questionamentos contemporâneos sobre o Modernismo.
A exposição Di Cavalcanti: Militante, Boêmio e Brasileiro foi inaugurada no sábado (8) e ficará em cartaz até 18 de outubro de 2026, de terça-feira a domingo, das 10 às 21h, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP (Avenida Pedro Álvares Cabral, 1.301, Ibirapuera, em São Paulo). Entrada grátis. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2648-0254 e no site do MAC.


