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Motivos para investir em reciclagem em 2022

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Os moradores da Vila Mariana estão entre os que mais encaminham recicláveis para a coleta seletiva na cidade. Ainda assim, o volume poderia até triplicar. A cidade conta com infraestrutura bem avançada: tem caminhões de coleta seletiva por toda a cidade, há contêineres e Pontos de Entrega Voluntária espalhados por todos os 96 distritos da cidade, são duas centrais de triagem de coleta seletiva e 26 cooperativas de catadores cadastradas em parceria com a municipalidade para revender os materiais.

Assim, aquilo que é reciclável efetivamente tem destinação correta e volta à economia em forma de novos produtos, evitando o consumo de recursos naturais e energia. Sendo assim, por que a cidade só recicla 7% dos resíduos gerados? Como podemos ampliar esse volume e qual a importância dessa mudança de hábitos?

Apresentamos cinco motivos para que 2022 seja o ano da reciclagem na cidade:

1. Coleta seletiva já existe

Em muitos países do mundo, cabe ao cidadão se responsabilizar pelos recicláveis que consome em casa. Alguns deles cobram pelas embalagens um valor que só é estornado quando o consumidor devolve a embalagem para que a indústria faça sua reciclagem. Em outros, são disponibilizados Pontos de Entrega Voluntária – seja nas ruas ou em pontos de venda comerciais – para que cada um leve papel, vidro, metal e plástico para que possam ser reciclados.

Em São Paulo, o cidadão conta com o conforto de ver o caminhão da coleta seletiva passando em sua porta. Embora ainda não universalizado, ou seja, disponível em todas as vias da cidade, o serviço já é oferecido nos 96 distritos da capital. Em alguns bairros,c omo a própria Vila Mariana, onde a adesão é maior, chega a acontecer duas vezes por semana. No total, 72 caminhões circulam diariamente pela cidade só para a coleta seletiva.

E ainda assim muita gente ainda não faz o simples serviço de separar em casa o lixo seco do lixo orgânico e rejeitos.

Há ainda milhares de contêineres e Pontos de Entrega Voluntária espalhados pelas vias públicas para onde o cidadão pode levar seus recicláveis. E a Prefeitura está ampliando esse serviço, prevendo a instalação de novos 3 mil PEVs.

A cidade ainda conta com mais de 100 ecopontos, em todas as subprefeituras, e duas centrais mecanizadas de triagem – uma delas na zona sul da capital, a Maria Carolina de Jesus, operada pela concessionária Ecourbis Ambiental. A concessionária também faz tanto a coleta tradicional de resíduos quanto a seletiva, nas zonas sul e leste da capital, além da coleta de resíduos de saúde e administração da Central de Tratamentos Leste, o aterro sanitário que recebe atualmente as 20 mil toneladas de lixo geradas por dia na capital.

Para saber o horário em que as coletas tradicional e seletiva são prestadas em sua rua, basta acessar: ecourbis.com.br/coleta/index.html

Vale destacar que São Paulo é a única cidade da América Latina que possui centrais mecanizadas de triagem com capacidade de operar em dois turnos, seis vezes por semana por semana e de processar 250 toneladas de recicláveis por dia. Os resíduos são enviados às centrais e às 24 cooperativas habilitadas, onde são separados por tipo, cor e tamanho. Então são embalados e vendidos para a indústria.

2. Renda para milhares de famílias

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram que o Brasil perde R$ 14 bilhões por ano com a falta de reciclagem adequada do lixo.

Embora a cidade de São Paulo seja uma das que têm melho infraestrutura e maior índice de reciclagem, o nível de perda ainda é muito alto.

Em 2020, ainda de acordo com dados da Abrelpe, o volume de recicláveis coletados na capital paulista aumentou em 20%, provavelmente por conta da pandemia e uso maior de descartáveis. Mas, a cidade ainda poderia ganhar muito mais com a reciclagem.

Os resíduos recicláveis coletados nas residências são destinados prioritariamente para as 25 cooperativas de reciclagem habilitadas no Programa Socioambiental de Coleta Seletiva da Prefeitura, que ficam com 100% do lucro das vendas dos materiais, gerando renda para cerca de 940 famílias de cooperados.

Os resíduos remanescentes são encaminhados para às duas Centrais Mecanizadas de Triagem da capital (Carolina Maria de Jesus e Ponte Pequena), que são operadas pela cooperativa habilitada Coopercaps. Ao chegarem nas Centrais, os materiais passam pelo processo de triagem, prensagem, pesagem e depois são comercializados pela cooperativa através de um leilão eletrônico.

O dinheiro da venda dos recicláveis deve ser destinado para o Fundo das Centrais de Triagem Mecanizadas – onde 50% do lucro das vendas deve retornar para as cooperativas habilitadas, através do custeio das despesas com manutenção e com a operação de triagem, equipamentos, espaço físico e veículos. O restante do fundo deve ser destinado para investimento em capacitação profissional e auxílio aos cooperados.

3. Educação

Participar da coleta seletiva é um dever de todo cidadão. O novo marco ambiental e outras leis, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, apontam para a responsabiliadade de cada um sobre os resíduos que gera – sejam eles recicláveis ou não.

Assim, quando uma família começa a separar o lixo em casa, não apenas está contribuindo com a renda das famílias de catadores, ou com a limpeza urbana, mas também está cultivando hábitos essenciais de convivência humana e respeito ao planeta.

A maioria das famílias que participa da coleta seletiva conta que, depois que passou a separar recicláveis, começou a prestar atenção também à quantidade de resíduos gerada no total. Assim, começou a modificar atitudes também no sentido de reduzir a quantidade de lixo em casa, reaproveitar produtos, perecíveis ou não, ao máximo. Afinal, o melhor resíduo não é o reciclável – o melhor resíduo é aquele que nem é gerado.

Em geral, crianças de famílias que integram a coleta seletiva na cidade já crescem com novos hábitos e naturalizam a preocupação cotidiana com a manutenção da limpeza, preocupação com a natureza e o futuro do planeta.

4. Espaço em aterros e custos

Reduzindo a geração de resíduos e reciclando o máximo possível daqueles que são passíveis desse processo, o cidadão não apenas contribui par preservação de recursos naturais e geração de renda de famílias de catadores.

A Prefeitura tem a meta de reduzir em 600 mil toneladas a quantidade de resíduos enviadas para o aterro sanitário em operação atualmente e que tem vida útil estimada em oito anos, Ou seja, isso significa que em menos de uma década, a cidade de São Paulo terá que passar a exportar seu lixo – e bancar esse custo – justamente porque o volume diário é muito alto.

5. Proteção da natureza

Quando se fala em reciclagem e coleta seletiva, muita gente cita a inegável importância para a preservação do planeta, já que menos recursos serão extraídos da natureza e menos lixo jogado nele…

Mas, é preciso detalhar esse conceito, mostrando todos os impactos que a ação do homem na natureza tem – seja no processo produtivo ou no descarte incorreto de resíduos.

De acordo com a Organizações das Nações Unidas (ONU), a pandemia de COVID-19 deveria nos forçar “a repensarmos nossas interações com a natureza e a vida selvagem. Cerca de 60% das doenças infecciosas e 75% das doenças infecciosas emergentes em humanos, incluindo a COVID-19, são zoonóticas”, ou seja, de origem animal, por conta da ação indevida da ação humana em ambientes selvagens. Em média, uma nova doença infecciosa surge em seres humanos a cada quatro meses e a integridade de ecossistemas é a base da saúde humana e do desenvolvimento.

A ONU ainda destaca que mudanças climáticas induzidas por seres humanos modificam a estrutura da população da vida selvagem e reduzem a biodiversidade, resultando em novas condições que favorecem hospedeiros, vetores e/ou geração de resíduos acarreta.

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