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Segurança

Moradores de Mirandópolis contratam segurança para evitar assaltos em casas

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Eram 7h30. Ao abrir o portão, a moradora é surpreendida por dois bandidos armados com metralhadora. Entraram no imóvel, acordaram uma filha adulta do casal proprietário e ainda reclamaram dos latidos do cão. Depois, passaram a exigir joias e dinheiro, fazer ameaças. Acontece que um vizinho viu a movimentação e chamou a polícia. O comparsa que aguardava do lado de fora avisou da aproximação da viatura, por celular. Na hora em que os ladrões foram tentar fugir, confundiram-se e foram para o quintal dos fundos. A moradora então teve uma atitude ousada: trancou-os do lado de fora e os criminosos acabaram presos.

A história é apenas uma das 13 ocorrências registradas no período de um ano e meio em um trecho do bairro, formado por cinco ou seis quarteirões. Nas demais, os bandidos saíram levando laptops, dinheiro, equipamentos, joias… E nenhuma outra prisão foi efetuada. Sem falar nos roubos e tentativas de furtos de automóveis, abordagens por clientes de bancos na Avenida José Maria Whitaker – a chamada saidinha de banco, que já chegou a gerar tiroteio no meio do bairro, à luz do dia.

Cansados de registrar ocorrências e pedir soluções da Polícia, os moradores de várias ruas resolveram se unir e contratar uma empresa de segurança particular. Motos passaram a circular 24 horas por dia em vias como Dom Luis de Bragança, Camélias, Domingos Osvaldo Bataglia e outras. Ainda assim, novos casos aconteceram – até mesmo com uma das famílias organizadoras da união dos moradores, que também foi abordada pela manhã, ao tirar o carro da garagem.

O mais curioso é que a região “escolhida” pelos criminosos fica ao lado da nova base da Polícia Militar na região inaugurada, por coincidência, pouco depois que os assaltos começaram. Só que esta vizinha companhia da PM não é a responsável pelo policiamento da região, mas sim a unidade localizada na Avenida Onze de Junho, bem mais distante…

É uma única quadrilha? Os assaltantes que foram presos trouxeram pistas para a Polícia? Qual o andamento das investigações? Que medidas preventivas vêm sendo adotadas? Os moradores não sabem, apesar de já terem participado de reuniões do Conselho Comunitário de Segurança e levado suas preocupações às autoridades locais. Na próxima semana, o jornal SP Zona Sul volta a discutir a situação de Mirandópolis, que esta semana passou outro “susto” na questão de segurança.

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