Jornal São Paulo Zona Sul

Miopia atinge pelo menos 35 milhões de brasileiros, segundo Ministério da Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, até o final de 2020, cerca de 35% da população mundial esteja sofrendo com o problema e, em 2050, o número possa alcançar 52%.

Essa alteração refracional que prejudica a visão de longe era vista até pouco tempo como um problema de causa exclusivamente hereditária – ou seja, não havia muito o que fazer para combatê-lo.

Mas hoje a comunidade científica já pode afirmar que nosso estilo de vida também contribui  para o aumento de míopes.

Já se sabe que há uma relação direta com o fato de as crianças passarem menos tempo em ambientes abertos.

“Nossas crianças vivem fechadas, brincam pouco do lado de fora. Além disso, ficam cada vez mais tempo com os olhos voltados para telas de smartphone, tablet ou televisão”, alerta a oftalmologista Tania Schaefer, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

Permanecer muitas horas em ambientes fechados é prejudicial não somente pela falta de estímulo à visão de longe, mas também pela ausência de luz solar.

 Como minimizar e prevenir

“Recomenda-se que as crianças passem pelo menos uma hora ou uma hora e meia por dia brincando do lado de fora da porta”, aconselha a oftalmologista Tania Schaefer.

“É cientificamente comprovado que a luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos é tóxica para a retina”, diz.

Os cuidados na infância

O que pode ser feito para reduzir as chances de miopia nas crianças:

  • Estimule brincadeiras e atividades ao ar livre.
  • Limite o uso de aparelhos como smartphones, tablets e televisores.
  • Ensine as crianças a não usar os aparelhos eletrônicos antes de dormir. Eles devem ser desligados pelo menos uma hora antes de deitar na cama
  • Não instale equipamentos como televisão e computador no quarto da criança e não permita que ela durma com tablet ou smartphone por perto

Ótica Diniz Vila Clementino

Rua Pedro de Toledo, 946

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