Transporte
Metrô: quais as obras em andamento e planos futuros?
Quais as novidades e avanços em se tratando de transporte sobre trilhos previstos para 2026 na capital paulista? A primeira delas é esperada há mais de uma década: a interligação do aeroporto de Congonhas, na zona sul, com a malha metroviária. Ainda no primeiro trimestre deve começar a operação assistida da Linha Ouro – 17, em monotrilho. Trens já chegaram da China e têm feito viagens teste.
Além disso, o Governo do Estado anunciou a atração de R$ 360 bilhões em projetos de parceria com a iniciativa privada, o que permitiria ampliar a rede de metrô dos atuais 100 para 150 quilômetros até o fim do ano, com quatro linhas em obras e R$ 50 bilhões investidos.
Outra obra que vem avançando é a da Linha Laranja, que ligará a Brasilândia a São Joaquim até 2027. Impacto direto na zona sul também terá a expansão da Linha 2-Verde, que vai ligar a Vila Prudente à Penha, com conclusão até Vila Formosa em 2027 e Penha em 2028; e entre a estação Penha à Dutra, antiga demanda da população, com previsão para 2030.
Linha Laranja
Entre as frentes mais avançadas, destacam-se as estações Água Branca, Perdizes e Santa Marina, todas acima de 85% de execução. Outras estações importantes, como Brasilândia, João Paulo I, SESC-Pompéia e PUC Cardoso de Almeida, também superam a marca de 70%, refletindo o avanço consistente em todo o traçado.
Com a operação completa, a Linha 6 fará conexão direta com as Linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi, melhorando a distribuição de demanda e reduzindo tempos de viagem. Conhecida como “linha das universidades”, beneficiará diretamente sete instituições de ensino superior e outras quatro de forma indireta, com demanda estimada acima de 633 mil passageiros/dia.
Após a conclusão total da escavação dos túneis, em fevereiro de 2025, as obras seguem em frentes simultâneas, com avanço na instalação de trilhos, sistemas e recebimento das composições. A linha contará com 22 trens novos, mais eficientes e sustentáveis.
A Linha 6-Laranja é uma parceria público-privada, responsável pela geração de mais de 10 mil empregos e estruturada pela SPI, que garante segurança jurídica, disciplina contratual e previsibilidade na execução de projetos estratégicos. O empreendimento integra o portfólio do PPI-SP, que reúne mais de R$550 bilhões em investimentos estruturados em mobilidade, rodovias, infraestrutura social e energia.
SP Nos Trilhos
A concessão da linha integra o programa SP Nos Trilhos, que reúne mais de 40 projetos voltados à expansão e modernização do transporte ferroviário no Estado. As iniciativas somam R$194 bilhões em investimentos e abrangem mais de 1 mil km de trilhos na Grande São Paulo, interior e litoral, com potencial para gerar 150 mil empregos. segundo o Governo do Estado.
Dentro do SP nos Trilhos estão projetos de expansão da malha metroviária, com a implementação das Linhas 19-Celeste, 20-Rosa e 22-Marrom; construção e ampliação da Linha 6-Laranja; expansão das Linhas 2-Verde, 4-Amarela e 5-Lilás; a finalização das obras da Linha 17-Ouro; e a concessão de linhas de trens metropolitanos do Lote Alto Tietê, que engloba as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, e do Lote ABC Guarulhos, que contempla a concessão da Linha 10-Turquesa e a construção da futura Linha 14-Ônix.
O Lote Alto Tietê, interligado com os trens 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, prevê melhorias nos 102 quilômetros existentes e ampliação em mais 22,6 quilômetros, facilitando a mobilidade de 1,3 mil usuários diariamente. Estima-se R$ 13,3 bilhões de investimentos nos 25 anos de PPP.
Violeta e Rosa
Entre os projetos, estão a Linha 16 – Violeta, que deve ter edital publicado no primeiro semestre de 2026, e recentemente passou por fase de audiências e consulta pública. Com investimento previsto de R$ 37,5 bilhões, está previsto para a primeira etapa de obras da nova linha: 19 quilômetros de extensão e 16 estações (Teodoro Sampaio; Oscar Freire; Nove de Julho; Jardim Paulista; Parque Ibirapuera; Dante Pazzanese; Ana Rosa; Parque Aclimação; Parque Independência; São Carlos; Paes de Barros; Vila Bertioga; Álvaro Ramos; Regente Feijó; Anália Franco e Abel Ferreira). Neste trecho, a expectativa é de transportar uma média de 475 mil passageiros por dia até 2040. A Linha 16 – Violeta deve contar com oito integrações.
Já a Linha 20 – Rosa, está em fase de elaboração do projeto básico.. Com 33 km de extensão, a nova linha vai conectar os municípios de Santo André e São Bernardo do Campo à zona oeste de São Paulo, passando pelas regiões da Lapa, Pinheiros, Vila Olímpia, Itaim Bibi e Moema.
Terá 24 estações e dois pátios de manutenção, conectando-se com oito linhas do sistema metroferroviário. As estações projetadas são Santa Marina, Lapa, Vila Romana, Cerro Corá, Girassol, Teodoro Sampaio, Fradique Coutinho, Tabapuã, Jesuíno Cardoso, Hélio Pellegrino, Moema, Rubem Berta, Indianópolis, Saúde, Abraão de Morais, Cursino, Arlindo Vieira e Livieiro;
Outra promessa é da Linha 19 – Celeste que vai ligar Guarulhos à capital. Como nas demais previstas, está em fase de lictações, estudos, audiências. Com 17,6 km de extensão e 15 estações que já têm endereço definido.
A Linha 19-Celeste ligará o Bosque Maia, na região central de Guarulhos, ao Anhangabaú, no centro da Capital, transportando 630 mil pessoas por dia. As obras devem começar em 2026 e o prazo de conclusão é de 75 meses, a partir do início da construção. Ou seja, se as obras não atrasarem, serão mais de seis anos até que a linha entre em operação.
Nos planos também está a Linha 22 Marrom, que ligará o município de Cotia à estação Sumaré, na Linha 2 – Verde. Nesse caso, a ideia é usar trens menores e mais estreitos para reduzir a largura dos túneis mas como nas demais, as previsões são incertas e não há sequer qualquer data para início de obras.



eulalio ruiz
22 de dezembro de 2025 at 22:09
gostei mufrom usaito o brasil faz coisas boa from usa