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Mercado imobiliário está aquecido na Vila Mariana

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A pandemia de coronavírus mexeu com a economia do país e gerou dificuldades em vários setores de negócios. Mas, o mercado imobiliário foi no sentido contrário: houve crescimento de vendas de imóveis novos e usados. A análise comum a vários especialistas e entidades do setor imobiliário é de que, passando mais tempo em casa, muita gente resolveu investir para viver melhor, escolher imóveis de acordo com suas novas realidades e necessidades.

Levantamentos recentes feitos pelo Secovi indicam que a Vila Mariana é uma das regiões onde o mercado está mais aquecido. Distritos como Vila Clementino, Saúde e a própria Vila Mariana concentram o maior número de lançamentos imobiliários novos de toda a capital e, ao mesmo tempo, é o mais procurada por quem busca um novo lar.

A facilidade de transporte, a proximidade com a Paulista e a zona central da cidade, abundância de oferta de escolas e instituições de saúde, além de bom mix entre comércio e áreas residenciais são fatores que fizeram com que o bairro tivesse valorização nos últimos anos.

Vila Mariana e Vila Clementino ainda são conhecidos por concentrar restaurantes, clubes, espaços culturais e parques – basta citar a proximidade da região com o parque mais conhecido da cidade, o Ibirapuera.

A inauguração, em 2018 e 2019, de várias estações da Linha Lilás – 5 – do metrô, na Vila Clementino, ligando a região de Santo Amaro  a bairros como Moema, Campo Belo e Vila Clementino, só fez crescer o interesse tanto das incorporadoras quanto dos clientes em potencial.

O atual Plano Diretor da Cidade estimula que novos empreendimentos imobiliários sejam feitos com distância de até 800 metros das estações de metrô. Assim, com a inauguração de novas paradas surgiram muitos novos empreendimentos – vários deles com poucas vagas de garagem, visando a atrair os usuários de transporte público.

Dados

O número de unidades habitacionais residenciais novas vendidas no ano passado na capital paulista foi de 51.417, o que representa 4,5% a mais do que o registrado em 2019, quando foram comercializados 49.224 imóveis.

Segundo o Balanço do Mercado Imobiliário 2020, divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Secovi-SP, os imóveis mais procurados foram os de dois dormitórios, com área útil de 35 metros quadrados (m²) a 45 m² e preços de até R$ 240 mil.

“Com esse saldo positivo, 2020 surpreendeu e superou as expectativas mais positivas para um ano repleto de adversidades, ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus, que em março impactou os negócios do setor. Em maio, porém, teve início a retomada, impulsionada principalmente pela oferta de produtos aderentes à demanda e pela menor taxa de juros da história do país”, diz o sindicato, que reúne empresas de compra, venda, locação e administração de imóveis.

Conforme o balanço, os lançamentos totalizaram 59.978 unidades na cidade de São Paulo. O maior movimento foi no quarto trimestre, com o lançamento de 33,5 mil unidades. O balanço aponta ainda crescimento na oferta final de imóveis (unidades lançadas, mas ainda não comercializadas), com o mês de dezembro fechando com 46.948 unidades disponíveis para venda.

Segundo o Secovi-SP, a previsão para o mercado imobiliário neste ano é de crescimento em torno de 5% a 10% ante 2020. Em maio, o desempenho dos imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo foi o melhor dos últimos 17 anos, de acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, com a comercialização de 5.883 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 44,1% superior às vendas de abril (4.083 unidades) e ficou 144,6% acima das 2.405 unidades comercializadas em maio de 2020.

A Vila Mariana, segundo a entidade, foi a região que mais concentrou lançamentos, com mais de 2 mil unidades residenciais em 2020.

Vacinação e retomada da economia

A retomada das atividades econômicas deve ganhar novo impulso nos próximos dias: há expectativa de que em meados de julho, o Governo do Estado relaxe as regras do Plano São Paulo, por conta da recente melhoria nos índices relacionados à pandemia: queda na ocupação de leitos de UTI, redução nos óbitos e número de casos registrados. Por sua vez, essa queda é resultante do avanço da vacinação no Estado.

A expectativa é de retomada das aulas presenciais no segundo semestre e aa cidade de São Paulo já planeja inclusive planejamento de eventos como Reveillon e Carnaval 2022, caso os índices permaneçam positivos.  A Prefeitura ainda pretende retomar o programa Paulista Aberta, aos domingos.

Mas, ainda que a pandemia seja controlada e as atividades econômicas retomadas, a quarentena, as atividades online e o trabalho remoto trouxeram novos hábitos e fizeram os moradores da capital descobrirem a importância de se valorizar o ambiente doméstico, torna-lo adequado à realidade de cada família.

Todas essas características fazem com que o mercado continue aquecido e com oferta de imóveis adequados às mais diversas formações familiares: casais jovens, estudantes e jovens executivos que moram sozinhos, famílias maiores, casais maduros que passam a viver sozinhos após formação dos filhos…

O momento, portanto, é bom para quem quer comprar, com diversidade de opções, e para quem quer vender, com demanda em alta.

O “novo normal”, assim, será marcado por moradia renovada e mudanças para quem quer escolher uma nova vida pós pandemia. E a região da Subprefeitura Vila Mariana deve ser um dos focos dessa transformação urbana.

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