Jornal São Paulo Zona Sul

Máscaras e luvas devem ser descartadas corretamente

Itens descartáveis – como copos, talheres, embalagens de comida, luvas e máscaras – são essenciais em momento de pandemia no planeta, para evitar a transmissão da doença e manter a higiene nos ambientes. Mas, é preciso saber cuidar e descartar corretamente esse material.

Desde junho, mergulhadores já registraram encontrar centenas de máscaras de material descartável, luvas e garrafas plásticas de álcool ou desinfetante em praias no mar Mediterrâneo, na Europa. O relato foi feito pela organização sem fins lucrativos francesa Operation Mer Prope, que atua no sul do país.

Nas praias brasileiras, também já surgem máscaras trazidas pela maré. Em meio urbano, também têm sido encontrado esse tipo de objeto descartável de proteção individual em praças e calçadas.

O plástico de uso único – canudos, mexedores de bebidas, copos, pratos e talheres descartáveis – vinha sendo combatido no planeta para evitar o excesso de resíduos que tem afetado mares e rios, contaminado peixes, comprometido a limpeza de cidades.

Mas, por mais que seja compreensível a importância de recorrer a eles em tempos de pandemia, é ainda mais importante entender que o descarte deve ser cauteloso e o uso consciente. Autoridades da saúde têm orientado o uso de máscaras reutilizáveis, feitas de tecido, cuja durabilidade é maior e que demoram mais a ser descartadas.

As máscaras de uso único, assim como luvas e outros materiais de proteção individual, devem ser priorizados para uso de profissionais da saúde e outros que precisam se valer desse descarte rotineiro.

Ainda assim, se for necessário em algum momento recorrer às máscaras descartáveis ou luvas de látex, é preciso descartá-las no lixo comum, ou seja, são resíduos de uso pessoal que não podem ser misturados ao material reciclável doméstico.

Mesmo que o usuário não tenha nenhum sintoma do novo coronavírus ou de qualquer outro problema de saúde, as máscaras, luvas e outros itens de uso pessoal não podem ser reaproveitados ou reciclados.

Da mesma forma, as máscaras de tecido, quando descartadas, também não devem ser misturadas ao material reciclável e sim descartadas nos resíduos comuns.

Roupas e tecidos, de forma geral, aliás, não são aproveitados pelas cooperativas e catadores que trabalham com recicláveis na cidade. Há algumas ongs e empresas que recebem meias para tecer cobertores, tecidos para reciclagem e retalhos para reaproveitamento, mas as máscaras não são reaproveitáveis em nenhuma dessas hipóteses.

Até mesmo a campanha do agasalho desse ano não está recebendo roupas usadas, para evitar qualquer risco de contaminação. Quem quiser contribuir, deve doar cobertores novos ou buscar entidades que recebam roupas usadas – lembrando que as peças devem estar lavadas e em bom estado.

Vale relembrar que, durante a pandemia, os resíduos ser ensacados duplamente, em uma embalagem não completamente cheia, ou seja, o saco deve ser usado até dois terços de sua capacidade para que o fechamento seja bem feito. Os resíduos comuns – sobras de comida, lixos dos banheiros e os itens de proteção individual são coletados pelas equipes tradicionais enquanto que o material reciclável – papel limpo, seco e sem uso, plástico, vidro e metal – devem ser colados em outra embalagem para a equipe de coleta seletiva ou levados a postos de entrega voluntária.

O serviço é prestado pela concessionária Ecourbis, nas zonas sul e leste da cidade. Para saber o horário de cada equipe de coleta em sua região, acesse: www.ecourbis.com.br/coleta/index.html.

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