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Coronavírus

Máscaras continuam obrigatórias na cidade

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A cidade de São Paulo está com praticamente toda sua população maior de 12 anos vacinada. Os números de casos caíram, internações e mortes também. Ainda assim, a Prefeitura decidiu que vai continuar investindo em medidas não farmacológicas eações preventivas, para evitar que a Covid 19 volte a fazer vítimas – como tem acontecido em outros países do mundo.

A primeira delas é que será mantida a obrigatoriedade do uso de máscaras – tanto em locais abertos quanto fechados. A Prefeitura informa que, apesar da queda do número de casos, o nível de transmissão e de assistência ainda é considerado moderado.

Para a decisão, a SMS elaborou um conjunto de indicadores baseados em critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dados das bases oficiais conforme os níveis de transmissão comunitária (incidência, hospitalizações e mortalidade), os indicadores da assistência (novas internações, solicitação de vagas em UTI e letalidade) e da vacinação do público elegível.

A ênfase de estudo feito pela Secretaria Municipal de Saúde foi colocada na detecção de casos, investigação e rastreamento de contatos.

Cada item analisado possui um peso diferente para a sua classificação. Ao avaliar todos esses indicadores em uma matriz de risco, foi feita a classificação final da situação do município, que neste momento se encontra em nível 2.

Plano de flexibilização

O novo Plano de flexibilização de medidas não farmacológicas é um estudo que considera a avaliação de indicadores dos níveis de transmissão da Covid-19 e da avaliação da assistência de saúde na cidade para embasar as decisões de acordo com a situação atual da pandemia no município. Além dos dados que mostram o cenário atual, o mapeamento conta com uma previsibilidade dos números que a pandemia deve alcançar nas próximas semanas.

Com isso, está mantida a recomendação das medidas não farmacológicas, como o distanciamento pessoal, evitar aglomerações, assim como o compartilhamento de uso de objetos pessoais, além da higienização frequente das mãos.

Para a coordenadora do Núcleo de Doenças Agudas Transmissíveis da Covisa/SMS, Paula Bisordi, essas medidas não farmacológicas foram recomendadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde desde o início da pandemia, como forma de conter o avanço da doença, e que permitem uma retomada gradual e segura.

“Os estudos vão apontar para nós as condições ideais para que possamos, inicialmente, flexibilizar a não utilização de máscaras em ambientes abertos. Nós não discutimos, ainda, condições de flexibilizar o uso de máscaras em ambientes fechados”, disse o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido. “O estudo que foi feito, mesmo em outros países, sempre foi para ambientes abertos”, complementou.

Já foram aplicadas mais de 20 milhões de doses de vacinas antiCovid, sendo 10.534.889 (D1), 8.721.872.143 (D2), 327.844 (DU) e 950.601 (DAs). A cobertura vacinal da população com mais de 18 anos está em 108,2% para D1 + DU e em 96,3% para D2 + DU.

  Em adolescentes de 12 a 17 anos, foram aplicadas 877.270 primeiras doses, representando uma cobertura vacinal de 103,9%. Também foram aplicadas 162.197 segundas doses nesse público.

A cidade tinha nesta terça-feira 325 pacientes internados com quadro de Covid-19. São 169 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com 30% dos leitos ocupados, e 156 em enfermaria (27%).

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