Turismo e Lazer
Marquise do Ibirapuera está reaberta
A Marquise do Parque Ibirapuera, um dos mais relevantes patrimônios da arquitetura modernista brasileira, será reaberta ao público no aniversário da cidade, 25 de janeiro. Queridinha dos frequentadores do parque, em especial amantes de prática de skate, patins e bicicleta, a Marquise ficou fechada por anos por risco de queda do teto e outros problemas estruturais. Agora, o conjunto passou por um criterioso processo de retrofit, que conciliou preservação histórica, desempenho técnico e soluções contemporâneas de engenharia.
Houve uma recente discussão sobre o uso futuro da estrutura, para garantir a segurança dos praticantes das atividades esportivas e de lazer, conciliados a eventuais eventos promovidos no local. Mas, a concessionária responsável pela gestão do Parque, a Urbia, já anunciou que os praticantes serão bem vindos, desde que sigam algumas regras.
Segundo a concessionária, o espaço contará com 3.600 m² dedicados à prática de skate, patins e BMX, além de uma área exclusiva para a criançada, com aproximadamente 700 m². A reabertura para prática acontece já neste sábado, no dia 24 de janeiro, a partir das 9h30.
A instalação completa da Marquise, que possui mais de 27.000 m², existe desde 1954, e foi projetada pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Hélio Uchoa Cavalcanti, Eduardo Kneese de Mello e Zenon Lotufo. Além de servir como conexão entre os pavilhões, ela proporciona o desenvolvimento gratuito e acessível de esportes, lazer e entretenimento.
O Parque Ibirapuera é conhecido por ser um dos cartões portais de São Paulo e o ponto turístico mais importante da cidade. Mensalmente, recebe em média 1,3 milhão de visitas.
Com sua enorme extensão e lindas curvas, a marquise se concretiza como um dos pontos mais bonitos do Ibirapuera e da cidade.
A reforma
Um dos destaques da intervenção está na recuperação da platibanda, onde foram aplicadas pastilhas de porcelana massa plena da Cerâmica Atlas. O material foi especificado por sua capacidade de reproduzir com fidelidade o acabamento original do projeto tombado, atendendo simultaneamente às exigências atuais de durabilidade, desempenho e segurança.
O estudo para a reforma se estendeu por vários anos, considerando a complexidade do conjunto arquitetônico e a necessidade de preservar a integridade estética do projeto assinado por Oscar Niemeyer, de 1954. As pastilhas originais, no formato 2 x 2 cm, compunham uma das áreas brancas da Marquise, justamente na platibanda — uma superfície extensa, contínua e de grande visibilidade. Cristina Ricciardi Brisighello, diretora da Cerâmica Atlas, ressaltou o histórico da empresa para oferta de produtos em projetos com essas características: “Já tínhamos experiência em obras de restauro, como no Edifício Copan, também projetado por Niemeyer e tombado, o que contribuiu para agilizar o desenvolvimento de um produto tão específico. Em apenas 15 dias a fábrica apresentou a amostra, baseada no revestimento original.”
Por se tratar de um bem protegido por tombamento, um dos principais desafios foi o desenvolvimento da tonalidade, que não correspondia ao branco puro.
A partir da coleta de amostras históricas e de análises técnicas em laboratório, a Atlas desenvolveu o produto, que foi aplicado em mais de 1.000 m² de revestimento na platibanda. A obra envolveu a remoção integral do material existente e sua substituição por novas pastilhas de porcelana massa plena, preservando rigorosamente as características visuais exigidas pelo patrimônio histórico.
Além da fidelidade estética, o sistema construtivo foi decisivo na escolha das pastilhas de porcelana massa plena. Fornecidas em placas com Drop System (PVC), a solução proporciona maior agilidade na obra pois garante alinhamento preciso, reduz etapas de execução e aumenta significativamente a produtividade no canteiro, impactando diretamente nos prazos e custos da obra.


