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Magnata dos cassinos e apoiador de Donald Trump, Sheldon Adelson, morre aos 87 anos

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Um dos empresários mais icônicos e poderosos da indústria dos cassinos faleceu neste mês de janeiro. Sheldon Anderson havia recentemente se afastado do trabalho para tratar de um linfoma, porém, acabou não resistindo ao câncer, e morreu aos 87 anos. O empresário foi um dos principais doadores para políticos do Partido Republicano dos Estados Unidos. Ele era CEO e presidente da Las Vegas Sands, empresa com total enfoque em cassinos e resorts. A companhia que ele fundou divulgou uma nota de falecimento, exaltando os feitos de Sheldon e apontando que suas conquistas como homem de negócios neste setor foram “bem documentadas”, e que ele trabalhou incessantemente para que sua visão se tornasse realidade, mudando completamente a indústria do entretenimento e  reinventando o turismo em grandes centros como Macau, Las Vegas e Cingapura.

Relação com o Brasil

Além de ser uma figura proeminente na indústria da jogatina em Las Vegas, Macau e Singapura, Adelson sempre foi um dos grandes interessados em aprovar uma legislação que permitisse a instalação de cassinos no Brasil. Há um tempo, o empresário vinha fazendo lobby para a reabertura dos estabelecimentos em terras tupiniquins, fomentando o fim da proibição que foi implementada em 1946 e dura até os dias de hoje.

O executivo participou junto com o Presidente da Frentur de um almoço em 2017, que reunia políticos brasileiros importantes, como os o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente da República em exercício naquela época, Michel Temer. Já no ano seguinte, o bilionário voltou a visitar Brasília e também foi até o Rio de Janeiro, se encontrando novamente com políticos, como o prefeito da cidade maravilhosa, Marcelo Crivella.

Adelson deixou claro na época qual era seu objetivo: “Estou aqui para considerar o investimento em um ou mais resorts integrados. O LVS quer que os cassinos fiquem restritos aos complexos turísticos – o modelo integrado que, para a companhia, é a única que pode trazer os benefícios desejados”. Porém, apesar de estar tramitando no congresso nacional, o projeto de regulamentação dos jogos de azar ainda não saiu do papel, mesmo com o apoio de uma parte considerável dos políticos. Felizmente, os amantes da jogatina podem saciar sua vontade nos novos cassinos online, que são plataformas de jogos virtuais com sede no exterior e têm permissão para atuar em território nacional.

Por enquanto, há algumas pautas correndo no congresso, inclusive uma que é apelidada de Lei Sheldon Adelson. Ela visa restringir a legalização das casas de jogatina a resorts, além de limitar a quantidade de licenças que podem ser distribuídas por cidade. “Um resort cassino por Estado ou no Distrito Federal, com população até 15 milhões de habitantes; dois resorts cassinos por Estado ou no Distrito Federal, com população entre 15 quinze e 25 milhões de habitantes; três resorts cassinos, no máximo, por Estado ou no Distrito Federal, com população superior a 25 milhões de habitantes” diz o texto da Lei.

Despedida

O magnata foi o primeiro colaborador da Sands, e hoje a companhia alcançou o incrível número de 50 mil pessoas contratadas – dessa forma sua colaboração para a indústria da jogatina e entretenimento foi e sempre será substancial. O funeral do magnata será realizado em Israel, local onde sua esposa nasceu, a Dra. Miriam Adelson. Sendo que um memorial vem sendo planejado em sua homenagem em Las Vegas, no local onde ele administrou grandes casas como o Palazzo e o Venetian. Tanto Sheldon Anderson quanto sua esposa são amigos pessoais do ex-presidente Donald Trump, que também é dono de um resort em Las Vegas. Em 2018, Trump concedeu a Dra. Miriam Adelson o prêmio da Medalha Presidencial da Liberdade, por ter criado centros de pesquisa comprometidos com o combate ao abuso de substâncias.

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