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Cultura

Mac USP tem sete mostras em cartaz

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O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional atualmente mantém em cartaz sete exposições, algumas mais antigas e de longa duração, e outras que foram inauguradas no ano passado.

Veja o roteiro a seguir:

Regina Silveira: Outros Paradoxos:

É uma retrospectiva que reúne cerca de 180 obras de Regina Silveira, uma das mais importantes artistas brasileiras de sua geração, reconhecida internacionalmente por sua trajetória como artista, pesquisadora e professora. O título refere-se ao Paradoxo do Santo, uma das obras do artista incorporada ao acervo do museu em 1994, mas principalmente à inquietação característica de sua atitude questionadora diante da vida e da arte. Nessa mostra, há gravuras produzidas ainda na década de 1960, quando a artista era uma jovem recém-formada no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre; experimentações com apropriação de imagens e videoarte dos anos 1970; além de propostas de intervenções urbanas e algumas de suas instalações mais recentes.

Em cartaz até 3 de julho.

Projetos Para Um Cotidiano Moderno no Brasil, 1920-1960:

Apresenta um conjunto de obras representativas da circulação da linguagem moderna no país, sobretudo, no urbano da primeira metade do século 20. Trata-se principalmente de projetos para ilustrações, cartazes e capas de revistas; para murais decorativos para espaços de estudos privados e, desenhos de peças de peças e figurinos para teatro e balé. Da coleção do museu, estão expostos trabalhos de sete artistas: Antonio Gomide, Emiliano Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho, Fulvio Pennacchi, John Graz, Mário Zanini e Vicente do Rego Monteiro.

Em cartaz até 24 de junho.

MAC e MAM saem na defesa da cultura e da natureza – Zona da Mata:

A exposição reúne obras de artistas como Claudia Andujar, Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno. O nome refere-se à Zona da Mata que corresponde geograficamente à faixa litorânea da região nordeste do Brasil, paralelamente ao Oceano Atlântico, e que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia. Trecho da Mata Atlântica original, hoje quase extinta na região, foi solo explorador de modo predatório.

Essa exposição adota a Zona da Mata como metáfora simbólica, não apenas no sentido de geografia física, mas no necessário enfrentamento do desafio de lidar com a constituição de nosso território. Está organizada em quatro partes diferentes em espaços e com temporalidades distintas, já que ocorre em dois museus que estão separados apenas por uma passarela: de um lado o MAC e do outro, no centro do Parque Ibirapuera, o MAM.

Em cartaz até 1º de maio.

Muito Além das Aparências – A Imagem Crítica de Pedro Meyer:

Reunindo 27 trabalhos do fotógrafo espanhol, radicado no México desde 1938, selecionadas de um conjunto de 40 fotografias doadas pelo próprio artista ao MAC-USP em 2008. Segundo a curadora Helouise Costa, “como fotógrafo e agente cultural, o nome Pedro Meyer está indissociavelmente ligado às primeiras tentativas de estabelecer uma identidade para a fotografia produzida na América Latina entre as décadas de 1970 e 1980”.

Em cartaz até 13/02.

Exposição marca a passagem do desenho moderno ao contemporâneo

Da coleção do MAC-USP de mais de 10 mil obras, cerca de 70% destas são em suporte papel. Essa exposição destaca a trajetória dos trabalhos em papel do museu, desde desenhos modernistas até obras de arte adquiridas recentemente, e também reúne artistas convidados que, juntos, revelam as diferentes potencialidades de linguagem e suporte. Há trabalhos, muitos deles inéditos, de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Portinari, Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Ismael Nery, Geraldo de Barros, Junior Suci, Zed Nesti, Mira Schendell e Gustavo von Ha, entre outros.

Em cartaz até 13/02.

Visões da Arte no Acervo do MAC USP – 1900-2000:

Foi a partir dessa mostra, inaugurada em 2016, que o museu passou a expandir, significativamente, o número de obras em exposição de longa duração. São mais de 160 obras do acervo, de artistas como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Anita Malfatti, Volpi, Brecheret, De Chirico, Picasso, Kandinsky, Modigliani, Boccioni, Matisse, Max Bill e muitos outros. Reúne desde peças do século 20, percorrendo os últimos cem anos da história da arte, e acompanha as principais escolas e movimentos artísticos do período. Em cartaz até 24 de julho.

Vizinhos Distantes: Arte da América Latina no Acervo do MAC-USP:

Cerca de 250 trabalhos entre pinturas, esculturas, instalações, objetos, fotografias, registros e projetos de performances, vídeos e publicações de artistas, todos pertencentes ao acervo do museu, discutem a contingência heterogênea, híbrida, plural e mestiça do continente. A mostra é uma plataforma de apresentação dos repertórios artísticos latino-americanos reunidos no acervo do MAC USP, ao longo de sua história.

Em cartaz até 3 de abril.

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP fica na Av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, Ibirapuera; e funciona de terça a domingo das 10 às 21 horas, sem necessidade de agendamento prévio. Gratuito. O distanciamento social é recomendado; e as máscaras faciais e a prova da vacina covid-19 são obrigatórias para maiores de 12 anos.

Com informações do Jornal da USP

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