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Lixo pode agravar enchentes

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O mês de outubro está terminando e o volume de chuvas registrado na cidade de São Paulo já ultrapassou a média histórica em cerca de 30%.

Previsões de institutos meteorológicos, aliás, têm indicado que a temporada de chuvas será realmente mais intensa, até o mês de março.

Os temporais provocam a formação de pontos de alagamento em diversos bairros porque a cidade foi, ao longo do século XXI, impermeabilizada. Ou seja, toda a cidade foi coberta por asfalto, os córregos foram soterrados e as casas também deixaram de ter jardins, espaços livres concretados.

Mas, esse cenário se agrava por conta da falta de cuidado de parcela da população com seu próprio lixo.

Em tempos de pandemia, com as pessoas passando ainda mais tempo em casa e produzindo mais resíduos, é essencial que esses resíduos tenham o encaminhamento correto.

A Prefeitura estima que a limpeza das milhares de bocas de lobo e poços de serviço da capital poderia ser reduzida em um terço se as pessoas destinassem corretamente seus resíduos.

Sempre que há pontos de alagamento na capital ou o volume de água das chuvas faz transbordarem córregos e piscinões, são comuns as imagens de garrafas pet acumuladas e boiando.

A pergunta que fica é – de onde veio esse material?

Em córregos, bueiros ou piscinões, deveria haver apenas folhagens e galhos que caíram das árvores, terra, poluição por fuligem. Mas, o lixo descartado incorretamente acaba sendo levado para os bueiros pela enxurrada.

No verão passado, depois de fortes chuvas, o Rio Tietê levou para o interior de São Paulo mais de 100 toneladas de lixo que foram levadas da capital e outras cidades da região metropolitana e se espalhou por mais de 100 quilômetros. Os resíduos apareceram nas margens do rio, quando as águas baixaram.

Lixeiras

O primeiro erro e que é minimizado por muitos cidadãos é descartar pequenos resíduos pelas ruas: papel de bala, bitucas de cigarro, embalagens de plástico.

Há papeleiras e lixeiras espalhadas pela cidade, por parques e mesmo em ambientes privados de uso coletivo como centros comerciais, cinemas etc. Mas, também não pode servir de explicação o fato de não encontrar um recipiente desses para descartar os resíduos.

Nesse caso, guarde a bituca junto ao plástico do seu maço de cigarros ou o papel de bala na bolsa. O ideal, aliás, é levar um pequeno recipiente com tampa, na bolsa ou no bolso, para guardar esses descartes.

Depois do início da quarentena, a quantidade de resíduos varridos nas ruas da capital diminuiu, por conta da menor circulação de pessoas. Mas em setembro já foi maior que em muitos meses do ano passado, ultrapassando 8 mil toneladas recolhidas pela varrição e 1400 toneladas removidas de bocas de lobo.

Entulho

Até o limite de 50 quilos e devidamente ensacados em recipiente resistente, é possível descartar pequenas sobras de consertos domésticos no lixo comum.

A melhor alternativa, entretanto, é levar o entulho para ecopontos. Há 105 deles, espalhados por toda capital. Lá, os moradores podem deixar até um metro cúbico por dia, gratuitamente. Os ecopontos abrem inclusive aos finais de semana e feriados. Para conferir o endereço de cada um, acesse: bit.ly/34udfl4.

Nos ecopontos, a média de resíduos recolhida é de 30 mil toneladas por mês.

Cata bagulho

Os ecopontos, aliás, não recebem só entulho, ou seja, sobras de material de construção. Ali, também é possível descartar sobras de jardinagem – folhas, galhos e troncos de pequenas podagens, também no limite de um metro cúbico por dia – e os chamados “bagulhos”, ou seja, móveis velhos e quebrados, colchões, estofados e outros itens domésticos sem uso.

Além do ecoponto, a cidade conta com outro serviço útil para descartar esses itens de forma correta e legal – a operação cata bagulho. Nas datas e horários pré estabelecidos em cada rua, passa uma equipe da Prefeitura recolhendo esses itens, de forma gratuita.

Mas, atenção: é preciso seguir o calendário e os horários estabelecidos da operação para não incorrer em crime ambiental. Para saber os horários e datas na rua onde mora, acesse: cutt.ly/CgWCfdi.

Vale lembrar que também o abandono de veículos pelas vias públicas prejudica o escoamento das enxurradas e é um crime ambiental passível de multa acima de R$ 16 mil para o proprietário.

Respeite o horário

Outra situação grave é o desrespeito ao horário correto para deixar os resíduos em via pública, para a coleta tradicional ou seletiva.

Nas zonas sul e leste da cidade, esses serviços são prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental. O importante é saber qual o dia e horário que a coleta domiciliar tradicional ou a coleta seletiva são prestados em sua rua para que os sacos de lixo sejam posicionados na via pública no máximo duas horas antes.

Especialmente quando há previsão de chuvas, se os sacos forem deixados com muita antecedência, podem ser atacados por animais, rasgados ou mesmo levados pela enxurrada.

Vale ainda ressaltar que nesses tempos de pandemia, o ideal é usar até dois terços da capacidade do saco de lixo, que deve ser reforçado.

Para saber o horário em que o serviço de coleta é prestado, basta acessar o site https://www.ecourbis.com.br/coleta/index.html e indicar o CEP desejado.

Coleta seletiva

A importância de estimular a coleta seletiva em meio urbano vai além do reaproveitamento do material plástico que compõe esse tipo de embalagem.

É comum, em cenas de alagamentos e enchentes, ver garrafas pet boiando na água da chuva. Mas, como elas foram parar ali? A mesma pergunta vale quando se fala no excesso de plástico nos rios, mares e oceanos, por exemplo. Os resíduos só vão parar em pontos de alagamento ou na natureza porque não foram corretamente descartados – ou seja, porque o material foi deixado em horário ou local errados.

Assim, separar e encaminhar para a coleta seletiva itens feitos de plástico e outros materiais como papel, vidro e metal é essencial para impedir que poluam ou prejudiquem o fluxo da água das chuvas.

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