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Lixo eletrônico: saiba como fazer o descarte correto

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Provavelmente, há lixo eletrônico em sua casa: pode ser um equipamento, um brinquedo, um aparelho inutilizado. E muitos não sabem qual a destinação correta a esses itens. A concessionária Ecourbis Ambiental, responsável pela coleta de resíduos domiciliares nas zonas sul e leste da cidade, orienta que esse tipo de material nunca deve ser descartado nem no lixo comum nem junto aos recicláveis, para coleta seletiva.

O uso de dispositivos elétricos e eletrônicos faz parte do nosso dia a dia. Aparelhos diversos facilitam a rotina e trazem mais conforto: são lava-louças, cafeteiras, televisores “smart”, caixas de som blue tooth, aspiradores de pó “robô”, fritadeiras e outros tipos de panelas elétricas que já estão presentes nas casas das famílias brasileiras.

Nos escritórios e no ambiente doméstico, há ainda os computadores, tablets, monitores modernos, impressoras 3D e diversos dispositivos inteligentes. Isso sem falar nos “smart phones”, ou seja, aparelhos de celular totalmente conectados não só à internet, mas a outros aparelhos domésticos e de escritórios, naquilo que se convencionou chamar de “Internet das Coisas”. Hoje, pelo celular é possível ligar e desligar lâmpadas em casa, programar o horário de funcionamento das máquinas de lavar roupa ou garantir vigilância por meio de câmeras instaladas em casa ou no escritório.

Quando essa revolução tecnológica trazida por computadores e internet teve início, havia uma expectativa de que representaria redução da geração de resíduos, mas a realidade se mostrou diferente. Por exemplo: estimava-se uma drástica redução no uso do papel, mas além de a impressão de documentos, livros e jornais ter se mantido, a tecnologia trouxe o chamado “lixo eletrônico”.

Resumidamente, tudo aquilo que usa pilha, bateria ou tem conexão a uma tomada um dia vai se transformar em lixo eletrônico. Também mídias antigas (pen drives, cds, dvds), periféricos de computação (teclados, mouses, fones de ouvido) e fiação (cabos, fios) são considerados lixo eletrônico.

E a velocidade com que os avanços tecnológicos acontecem faz com que a vida útil de muitos desses aparelhos seja reduzida, por se tornarem obsoletos ou sem funcionalidade adequada às novas realidades.

Assim, um desafio dos tempos modernos é dar destinação final correta a todo lixo eletrônico, seja ele uma pilha ou uma tevê de 70 polegadas.

Reaproveitar componentes

As mudanças tecnológicas trouxeram alguns tipos de resíduos que, em algumas casas, estão aguardando uma destinação correta.

Um exemplo são cds, dvds, blue rays, disquetes, pen drives e outras mídias que não são mais utilizadas por conta dos serviços de armazenamento de dados em nuvens ou de transmissão online de conteúdo, como plataformas de vídeos, filmes e áudio.

Muitas associações assistenciais aceitam doações de cds e dvds de filmes que ainda usam em ações com comunidades carentes, transmitindo filmes e músicas. Há também brechós e “sebos” que compram esse tipo de material. Embora a procura seja pequena, ela existe e representa a continuidade de uso desse material.

Agora, se a ideia é descartar, vale apontar que muitos artesãos e criativos usam esses itens para criar objetos, enfeites, obras de arte.

Na internet, é possível buscar tanto entidades que aceitam doações, quanto sebos que revendem cds e dvds ou artistas que trabalham com o material.

Mas, se for preciso descartar, escolha endereços adequados. Importante apontar ainda que, ao levar a pontos de descarte de lixo eletrônico, as peças e componentes são parcial ou totalmente reaproveitados para a fabricação de novos produtos, fazendo com que voltem ao mercado em forma de novos produtos.

Onde descartar lixo eletrônico

O Brasil é um dos grandes geradores do chamado “lixo eletrônico” no mundo. Anualmente, o país gera cerca de 2,5 milhões de toneladas de resíduos desse tipo, sendo o segundo maior produtor nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. Apesar do grande volume, a taxa de reciclagem ainda é muito baixa, atingindo apenas cerca de 3%.

Para baterias e pilhas, há vários endereços do comércio que contam com dispensers para receber esses itens, que estão instalados em farmácias, padarias, shopping centers, hipermercados e lojas.

Para pequenos eletrodomésticos como secador de cabelo, liquidificador, caixas de som e periféricos de computação, uma boa alternativa são caixas de descarte existente nas Subprefeituras de Vila Mariana ( R. José de Magalhães, 500 – Vila Clementino; de segunda a sexta, das 8h às 17h) e do Ipiranga (R. Lino Coutinho, 444 – Ipiranga; de segunda a sexta, das 8h às 17h).

Para computadores e acessórios de informática, o Instituto de Meninos São Judas Tadeu (Avenida Itacira, 1801 – Planalto Paulista, funciona todos os dias das 8h às 18h) recebe os equipamentos para uso em aulas de assistência técnica para os assistidos.

Logística reversa

Mas, como descartar grandes itens como uma máquina de lavar roupas que deixou de funcionar, uma televisão ou monitor de grande porte, um freezer ou refrigerador?

Nesses casos, é preciso se informar com os fabricantes. Em geral, as marcas têm programas de Logística Reversa, ou seja, recebem os itens fora de funcionamento de volta e fazem o reaproveitamento de componentes úteis e o descarte correto de materiais que não podem ser reaproveitados. Algumas organizações e entidades assistenciais igualmente fazem a retirada domiciliar desses itens.

Há ainda alguns programas das marcas em que o consumidor consegue descontos na compra de novos produtos ou a retirada dos itens em desuso. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem garantir que determinados materiais descartados pela população retornem ao setor produtivo ou tenham destinação ambientalmente adequada, reduzindo impactos negativos ao meio ambiente.

Muitos dos equipamentos de menor porte podem ser levados pelo consumidor a lojas que vendem aqueles itens. Outros precisam de agendamento da retirada pelo fabricante.

Ao respeitar as orientações dos fabricantes para o descarte correto de eletroeletrônicos, o consumidor exerce função essencial, reduzindo o volume de descarte desse tipo de resíduo no meio ambiente, além de extrair menos recursos da natureza para produção de novos itens.

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