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Indústria da Moda é terceira mais poluente no mundo

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Atrás apenas da indústria do petróleo e da agropecuária, a indústria da moda é uma das mais danosas ao meio ambiente. Além do uso excessivo de água e outros recursos naturais, a confecção de roupas também gera muito lixo, já que a maioria das roupas na atualidade é feita para durar apenas uma estação.

Desde os anos 1990, o conceito “fast fashion” tornou-se marca no mundo da confecção de roupas e calçados no mundo. A ideia é tornar as peças baratas, porém com qualidade baixa e pouca duração, para acompanhar as tendências da moda. Além dos danos diretos, este conceito ainda cria uma mentalidade de descarte, no sentido de que aquilo que foi usado no ano anterior não serve mais, não “está mais na moda”. Os baixos preços cobrados também são incentivo ao consumidor para o descarte inconsequente.

Há também outro problema grave: os consumidores muitas vezes não sabem do que são feitas suas roupas e nem como é o processo de produção, que pode envolver condições precárias aos trabalhadores.

Em 24 de abril 2013, em Bangladesh, um prédio em péssimas condições ou segurança, onde trabalhavam cerca de 5 mil pessoas produzindo peças de vestuário, desabou provocando a morte de mais de 1300 operários.

De lá para cá, a data se tornou símbolo para uma campanha – o Fashion Revolution Day – que prega modos de produção mais cautelosos e menos danosos ao meio ambiente.

A ideia é conscientizar os consumidores não apenas para a necessidade de consumir de forma consciente e evitar o descarte constante, mas também para que fiquem atentos ao modo de produção do vestuário que adquire, lendo as etiquetas e exigindo das marcas preferidas posturas ambiental e socialmente corretas.

Nas redes sociais, a ideia é difundir a tag “quemfezminharoupa”, durante a Fashion Revolution Week, de 24 a 30 de abril  Outras informações sobre a campanha estão no site fashionrevolution.org.

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