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Meio ambiente

Inaugurada Central de Triagem de recicláveis

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Mecanizada, central terá capacidade para separar cerca de 250 toneladas diárias. Catadores atuarão através de cooperativa

Uma verdadeira revolução nos serviços de coleta seletiva está em andamento na cidade. Esta semana, entrou em funcionamento a Central Mecanizada de Triagem Carolina Maria de Jesus, na Avenida Miguel Yunes, em Santo Amaro. Construída pela concessionária Ecourbis (responsável pela coleta domiciliar nas zonas Sul e Leste) em um terreno de 4,8 mil m2, tem capacidade de processamento de 250 toneladas/dia.
O investimento no maquinário e obra foi de R$ 33 milhões. A construção foi concluída em apenas seis meses e já passa a funcionar imediatamente. O processamento dos resíduos inicia-se com uma tecnologia que rasga os sacos. Em seguida, o material é encaminhado para um equipamento chamado Trommel, que faz a separação por dimensão por meio de um mecanismo semelhante a uma peneira. Ao longo do processamento, a Central Mecanizada tem capacidade de separar 13 tipos diferentes de resíduos. Todo o trajeto dos materiais ocorre por mais de 800 metros de esteiras automatizadas.
Há somente uma etapa de separação manual, que também funciona como um controle de qualidade, ao fim do processo. O produto final é compactado em fardos e fica armazenado em um galpão de 700 metros quadrados. Mesmo mecanizada, a central contará com o trabalho de uma cooperativa de catadores. A nova central emprega membros da Cooperativa de Coleta Seletiva de Capela do Socorro (Coopercaps), que atualmente trabalham no processo de calibragem das máquinas.
Nesta primeira etapa de atividades, a operação será feita em um turno diário de sete horas, de segunda-feira a sábado, inclusive feriados, com mínimo de 42 trabalhadores, entre operadores de equipamentos, mecânicos, eletricistas e membros das cooperativas de catadores de materiais recicláveis.
A estimativa de receita líquida mensal da venda dos materiais processados é de R$ 1,6 milhão. “A receita da comercialização dos resíduos gerados pelas duas centrais viabiliza um fundo, que será é gerido por um conselho formado por catadores, pela sociedade e pelo governo municipal. O fundo vai permitir a contratação de novos catadores e o pagamento dos serviços ambientais urbanos”, explicou Silvano Silvério, presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb).
O prefeito Fernando Haddad, por sua vez, destacou a importância da central para a educação ambiental. “Criamos uma passarela de visitação, para que as pessoas acreditem no processo de reaproveitamento deste material”, disse.

 

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