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Futuro terá menor geração de resíduos

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É comum ver crianças desenvolvendo atividades escolares que valorizam a reciclagem e o reaproveitamento de materiais. Transformar uma garrafa pet em um brinquedo ou porta coisas é parte do processo de valorização do meio ambiente que os educadores estimulam em sala de aula.

Assim, é de se esperar que os adultos de um futuro breve entendam mais a importância da reciclagem para evitar a extração de novos recursos para a produção de itens cotidianos.

Mas, o que mais podemos ensinar às crianças e aos adolescentes para que se tornem adultos que protejam o meio ambiente, mantenham a cidade limpa, reduzam a geração de resíduos e o consumo de energia e recursos naturais?

Teoria e Prática

Há uma diferença entre o que estudantes aprendem na sala de aula e o que praticam em seu cotidiano e essa distância precisa ser reduzida.

“Os mais jovens tendem a ter a preocupação ambiental, que está muito presente na agenda das escolas, mas que ainda precisa estar mais conectada com os hábitos diários das famílias e da sociedade como um todo”, avalia Denise Conselheiro, gerente de educação do Akatu.

Assim, não basta falar da importância em reciclar se não houver a separação correta e constante em casa.

Jovens, por exemplo, podem ser responsabilizados pela separação e limpeza básica dos recicláveis cotidianamente em casa, bem como seu descarte no dia e horário corretos em que a coleta seletiva é feita na rua. Nas zonas sul e leste da capital, o serviço é prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental e, para saber a data, basta acessar: www.ecourbis.com.br/coleta/index.html. A ferramenta disponível no site é de uso bastante simples, especialmente para os jovens.

Se não houver coleta seletiva na porta, é possível também descobrir pontos de entrega voluntária no bairro ou conhecer as cooperativas de catadores.

No site Recicla Sampa, também é possível encontrar endereços para descarte correto de todos os tipos de materiais: www.reciclasampa.com.br/pontos-de-coleta.

Para escolas

Inegavelmente, a constante participação das escolas, inserindo a questão ambiental e a geração de resíduos no conteúdo de diferentes disciplinas é sempre interessante.
Mesmo em tempos de pandemia e com aulas virtuais, há muito material disponível para professores e instituições de ensino.

O próprio Instituto Akatu disponibiliza um vasto material pela plataforma Edukatu. Tem até itens para envio por Whats
App. e outras ferramentas para envolvimento de crianças e jovens no conteúdo.

Outras informações sobre o programa podem ser obtidas no site edukatu.org.br.

Organização e limpeza

Desde criança, ter noções de importância da organização do próprio quarto e limpeza vai fazer diferença na questão ambiental.
Não basta saber que é proibido descartar lixo pelas ruas. Ter livros e brinquedos organizados, por exemplo, garante que a criança aprenda a valorizar cada item e perceba, também, quando é o momento de fazer uma doação ou descarte.

Manter hábitos de limpeza do quarto e higiene pessoal também garantem visão ampla sobre a saúde individual e coletiva.

A recente pandemia de Covid 19 e muitas outras doenças podem ser resultado de desequilíbrios ambientais ou de atitudes que comprometem a limpeza de um ambiente – do ácaro presente na poeira, passando pela água acumulada que cria larvas de mosquitos vetores de doenças ou da sujeira em quintais que atrai escorpiões, ratos e outros animais sinantrópicos que transmitem várias doenças.

Tecnologia

Outra constatação sobre crianças e jovens é de que educação inclui não exagerar em presentes e brinquedos que muitas vezes acabam subutilizados ou abandonados em muito pouco tempo.

O mesmo vale para roupas, sapatos, livros e outros objetos em excesso. Pais e familiares têm, ainda, outros desafios na atualidade.

Os eletrônicos já vinham tomando a atenção na infância e na juventude. Agora, a pandemia ressaltou essa tendência e a atenção dos adultos precisa ser ainda maior.

O uso de dispositivos eletrônicos pode representar economia de materiais e consumo – afinal, dentro de um computador, tablet ou celular, há livros, jogos, apostilas, brinquedos e muita interação com colegas.

Mas vale destacar que o lixo eletrônico é um dos principais desafios do presente e do futuro da humanidade.

Não ter cautela no manuseio desses itens ou mesmo demandar trocas frequentes por conta de “novidades” lançadas são atitudes que comprometem o meio ambiente em vários aspectos. No processo de produção, são gastos muitos recursos naturais. Para produzir um smartphone, estima-se que são gastos quase 13 mil litros de água. Para um carro, são necessários nada menos que 400 mil litros!

Na moda, a situação é parecida: são gastos 10 mil litros de água para produzir uma única calça jeans!

Depois, o descarte desses itens traz novas preocupações, pois raramente é possível reaproveitá-los em doações ou reciclar partes deles. Roupas por exemplo, geram muitos retalhos, material que tem difícil reaproveitamento ou reciclagem.

Todos esses dados foram levantados pela consultoria ambiental internacional Trucost e podem ser encontrados em buscas pela internet.

Compartilhar

Quando se fala em crianças e jovens, há que se destacar dois pontos bastante positivos.

O primeiro deles é que a educação das recentes gerações já vem destacando muito a questão ambiental e despertando a atenção dos jovens para a necessidade de cuidar da natureza e do planeta.

O outro, muito em consequência dessa educação mais globalizada, é que as novas gerações já demonstram tendências de trocar a ideia de “comprar” pela proposta de “compartilhar”.

A indústria automotiva no mundo está atenta não só à necessidade de encontrar fontes alternativas aos combustíveis fósseis, incentivando os carros elétricos em lugar dos atuais motores a combustão. Mas também indicando que os jovens atuais preferem recorrer a aplicativos de transporte, opções em transporte público ou mesmo aluguel e compartilhamento de carros, em lugar de comprar veículos.

O mesmo vale para várias outras compras – há inúmeros aplicativos em que os consumidores trocam e emprestam itens, alugam temporariamente – de furadeiras a casas, de roupas a computadores.

O compartilhamento é uma tendência ainda em lavanderias, áreas de lazer de edifícios, escritórios (os famosos coworking) e vários outros itens, reduzindo o consumo individual e valorizando o coletivo.

Economia doméstica

Se educar significa preparar para a vida, é essencial que crianças e jovens acompanhem o funcionamento de uma casa – das escolhas no supermercado, passando pela produção de comida até o descarte desses resíduos.

Mesmo crianças pequenas têm capacidade de acompanhar as contas de água e energia para perceber o quanto tem sido gasto a cada mês e podem, por exemplo, encarar o desafio de reduzir esse valor de um mês para outro, apagando luzes, evitando aparelhos ligados pela casa e reduzindo a duração dos banhos.

Diminuir o consumo de carne, escolher frutas e legumes “da época”, evitar o desperdício de comida são outras missões familiares que podem representar não apenas uma significativa redução nos custos domésticos como também mais saúde, menos resíduos e mais preocupação com o meio ambiente.

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