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Meio ambiente

Evite desperdício até em restaurantes

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Várias iniciativas ao redor do mundo buscam conscientizar para a importância de não deixar sobras irem para o lixo comum

Já houve um tempo em que era considerado “feio’ pedir as sobras de comida em um restaurante para levar para casa. Quem pedia, chegava a usar justificativas de que o alimento seria destinado ao animal de estimação.
Hoje, pelo contrário, desagradável é deixar sobras nos pratos. Pessoas conscientes sabem que um terço do alimento no mundo acaba no lixo e o desperdício é um contrassenso óbvio em tempos de riscos de a fome voltar a crescer no planeta, com o aumento da população mundial.
E há várias iniciativas, estudos e programas para evitar que a comida termine nas latas de lixo – tanto em casa quanto fora dela.
Estima-se que 25% do lixo produzido em restaurantes e hoteis, por exemplo, ainda seja composto por comida. Mas Ongs e a própria iniciativa privada buscam modificar este quadro.
Uma das propostas recentes é o projeto “Satisfeito”, idealizado pelo Instituto Alana em coautoria com o Grupo Egeu. A ideia é que os restaurantes ofereçam ao cliente a opção de pedir seu prato um terço menor do que a porção tradicional, mas pagando o preço de cardápio. Isto porque, muitos dos clientes já deixam sobras – e pagam por ela, obviamente – porque a porção atende a uma “fome” maior que a sua.
A diferença em dinheiro que o restaurante economiza por ter produzido uma porção menor é encaminhada a instituições brasileiras e internacionais que trabalham no combate à fome. A lista dos participantes pode ser consultada em www.satisfeito.com/estabelecimentos.
Na China, país com a maior população no Globo, o desperdício de alimentos também é preocupante. Por lá, tornou-se moda nas redes sociais o compartilhamento de fotos não de pratos repletos de comida, mas o oposto. Na chamada “Operação Prato Vazio”, clientes publicavam imagens de seus pratos vazios ao fina de refeições em restaurantes.
A mesma “moda” foi adotada pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), por sua vez, ao apresentar a campanha antidesperdício ‘Pense, Coma, Economize’ (em inglês, Think, Eat, Save).
No Brasil, a versão da campanha ganhou o título de ‘Pensar, Comer, Preservar’ e foi lançada em parceria entre o Planeta Orgânico e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) duranteo o evento Green 2014. Em dez restaurantes cariocas, passou a ser desenvolvido um projeto piloto para gerar um sistema de reaproveitamento de resíduos de alimentos, evitando condições inadequadas de armazenamento, espaço físico insuficiente, disposição inadequada das mercadorias e temperatura fora do preconizado.
A Onu também promoveu um concurso entre estudantes do mundo todo para que desenvolvessem projetos visando ao combate do desperdício de alimentos. Ideias inovadoras da França, México e Reino Unido foram vencedores, mas dois participantes brasileiros conquistou também menção honrosa: Maicom B., de São Paulo, que criou um projeto de conscientização no restaurante do campus da USP, e Aida Miller, que fez um levantamento dos impactos econômicos e ambientais do desperdício de comida.

 

Consumidores devem evitar pratos com excesso de comida, para não gerar sobras

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