Jornal São Paulo Zona Sul

Época de chuvas acende alerta para riscos trazidos por mosquitos, ratos e escorpiões

O excesso de chuvas não é prejudicial apenas ao trânsito, nem pelas connstantes quedas de árvores e consequentes interrupções no fornecimento de energia. Os alagamentos e entupimento de galerias, além do acúmulo de água parada trazem riscos diretos à saúde da população.

Escorpiões

Em vários bairros, têm sido recorrentes as denúncias do aparecimento de escorpiões. Na Vila Mariana e Vila Clementino, nas regiões próximas a vias como a Avenida Onze de Junho e a Avenida Dr. Altino Arantes, vários casos têm sido relatados, especialmente próximos a terrenos, muros e prédios.

A picada desse aracnídeo pode até matar e a orientação para quem for vítima de sua picada – ou tenha essa suspeita – é de procurar atendimento médico com urgência.

O invertebrado vive em galerias pluviais e de esgoto, além de terrenos baldios e nos vãos de prédios e casas, construções.

Em dias de chuvas, com alagamentos, tendem a subir à superfície ou sair de suas tocas. Eles se alimentam de insetos, especialmente baratas, por isso é fundamental manter quintais limpos e bem cuidados. Tenha também cautela ao passear com seus animais de estimação e não os deixe circular por áreas suspeitas.

De acordo com a Prefeitura, no município existem duas espécies de escorpiões, o marrom e o amarelo. Pelas últimas notificações, a espécie com maior registro no momento é a espécie Tityus serrulatus, mais conhecido como escorpião amarelo, espécie que costuma se abrigar em bueiros e caixas de esgoto. Em casa, o ideal é fechar ou tampar os ralos internos ao entardecer; telar ralos das áreas externas; vedar frestas nas paredes, pisos e muros; tampar a soleira da porta com rodinho ou rolinho de areia; não deixar acumular entulhos ou materiais de construção; verificar se os espelhos de luz e pontos de fiação elétrica não apresentam frestas; manter o ambiente limpo e organizado.

Ratos

Essa semana, a Secretaria Municipal da Saúde também alertou para o risco de contaminação por leptospirose, doença transmitida pela urina de animais infectados, como ratos e camundongos.

A leptospirose é uma doença infecciosa febril, podendo ter de quadros leves até formas mais graves, que podem provocar a morte. “As principais situações de risco para adquirir a doença são o contato com água ou lama de enchente, limpeza de córregos ou de bueiros ou de locais onde há a presença de com roedores, como no lixo”, enfatiza Vivian Ailt, do Núcleo de Doenças Transmitidas por Vetores e outras Zoonoses da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa).

A Covisa realiza o monitoramento e controle de roedores em áreas programadas espalhadas por todo o município, através do “Programa de Vigilância e Controle de Leptospirose e Roedores do Município de São Paulo”.

Normalmente são áreas próximas a córregos ou beira de córregos, tratando tocas e bueiros, sempre na via pública. “É importante evitar condições favoráveis a proliferação de animais sinantrópicos, não deixando disponíveis a eles água, alimento, acesso e abrigo” ressalta Eduardo de Masi, biólogo do Núcleo de Vigilância, Prevenção e Controle de Fauna Sinantrópica da Covisa.

Em 2018 foram confirmados 128 casos de leptospirose na cidade de São Paulo, com 17 mortes.

Mosquitos

Um macaco bugio infectado pela febre amarela foi encontrado no Jardim Botânico, o que reacendeu o alerta para o risco de contaminação na regiãosudeste da cidade.

A Prefeitura vai intensificar a vacinação contra a doença nesta sexta, 15, em mais de 40 postos volantes espalhados por toda a cidade para atingir cobertura vacinal de 95%. Hoje o índice na capital paulista é de 77,05%. A dose que protege contra a febre amarela continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) durante a semana e aos sábados em Assistência Médica Ambulatorial (AMA)/UBS integradas. As unidades que abrirão neste sábado (16).

Na Linha 5 – Lilás, haverá vacinação gratuita sempre das 14h às 18h, dia 19, na Estação Moema; 20 e 21, na Estação AACD-Servidor; e 27 e 28, na Estação Hospital São Paulo.

A dose padrão contra a febre amarela é única e faz efeito após 10 dias da aplicação garantindo imunidade para toda a vida, não havendo necessidade de dose de reforço. A vacina está disponível para toda a população e pode ser aplicada em bebês a partir dos nove meses de idade, sendo contraindicada para mulheres que amamentam, pacientes oncológicos, transplantados e que façam uso de medicação que deprima o sistema imunológico (corticóide, radioterapia e quimioterapia).

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