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Cultura

EMIA deve ser expandida para outras regiões da cidade

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escola municipal de iniciação artística

Há 40 anos, dentro do projeto Comunidades Urbana de Recuperação Acelerada (CURA), diversos equipamentos foram criados na região do Jabaquara para garantir o avanço do bairro em diferentes setores. Surgiram o Centro Cultural, o Hospital Saboya, o Parque Lina e Paulo Raia e, dentro dele, a Escola Municipal de Iniciação Artística – a EMIA.

Em pouco tempo, a EMIA criou imensa fama e famílias vinham de diferentes cantos da cidade em busca de uma vaga para crianças de 5 a 12 anos na escola de artes gratuita, mantida pela Prefeitura.

Filas se formavam e foi preciso criar um sistema de senhas e sorteio de vagas para garantir a escolha dos ocupantes das vagas de forma democrática.

Agora, quatro décadas depois, a intenção da Secretaria Municipal de Cultura é levar esse projeto bem sucedido para outras regiões da cidade, criando novos polos da EMIA. A ideia é encontrar espaços que, como na unidade Jabaquara, a natureza esteja presente.

SMC busca arte educadores

Essa semana, foi divulgado não apenas que esse antigo sonho pode se tornar uma breve realidade, mas também que a Prefeitura está criando um inédito Programa de Iniciação Artística na Primeira Infância (PIAPI).

Segundo a SMC, o PIAPI tem como missão a valorização das culturas da infância, e fundamenta a experiência estética e o convívio como essência do desenvolvimento na primeira infância. Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para artistas-educadores que desejam participar do Programa, até o dia 12 de agosto.

Para se inscrever, clique aqui.

O projeto acontecerá na EMIA (Escola Municipal de Iniciação Artística), ainda no Jabaquara, por enquanto, apenas.

Vale ressaltar que o sucesso da EMIA vem do fato de fazer integração entre diferentes linguagens artísticas e focar nesse encontro entre arte e educação.

A intenção de expandir a proposta da EMIA para ao menos quatro polos nos extremos da cidade foi anunciada junto ao PIAPI em uma live na terça, 20 de julho, na página do Instagram da Secretaria Municipal de Cultura ( @smculturasp) que contou com a participação do Coordenador da Formação Cultural, Pedro Granato, do Coordenador Técnico dos programas Piá (@programapia_) e Vocacional (@programavocacionaloficial), Miguel Prata, do Diretor da Escola Municipal de Iniciação Artística (@emiaoficial), Antônio Francisco e da Assessora de Projeto, Tainah Fagundes.

Eles explicaram que o PIAPI pretende valorizar as culturas no contexto da infância a partir de espaços de construção de afetos, reconhecimentos e descobertas a partir da experiência estética e do convívio social. A partir de um viés lúdico e pedagógico, o projeto contará com brincadeiras, experimentações e convivências mediadas por artistas-educadores, priorizando o desenvolvimento da sensibilidade e imaginação da criança.

O PIAPI pretende beneficiar até 100 crianças, divididas em seis turmas em atividades ao ar livre. Essas atividades estão previstas para acontecerem entre os meses de outubro e dezembro de 2021, tendo 8 encontros para cada turma. O programa fará a contratação de 24 formadores e 2 coordenadores pedagógicos.

Sobre a EMIA

A Escola Municipal de Iniciação Artística é uma instituição pública e gratuita, regulamentada pela lei nº 15.372, de 3 de maio de 2011. Fundada em 1980, a escola funciona em três casas dentro do parque Lina e Paulo Raia, no Jabaquara. A EMIA trabalha as linguagens artísticas de maneira integrada, envolvendo a dança, a música, o teatro e as artes visuais. Tem por finalidade principal assegurar aos alunos, crianças entre 5 e 13 anos, a iniciação nas artes por meio de experiências estéticas e processos criativos nas linguagens artísticas de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.

 

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