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Cultura

Em reforma há mais de dois anos, Marquise será entregue até dezembro

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Prestes a chegar aos 70 anos, ela se mantém firme na preferência de muitos paulistanos. Não sem motivos: o pai é famoso, suas curvas atraem, sem falar que a proteção que oferece mesmo nos dias mais tormentosos. Estamos falando da Marquise do Ibirapuera, que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e é frequentada pelos usuários do parque desde sua inauguração em 1954. Os motivos de tanta paixão são vários: bem localizada, perto dos portões e estacionamento, a marquise ainda é querida pelo piso extremamente liso, sobre o qual deslizam democraticamente skates, bicicletas, patins…
Mas, desde abril de 2010, este presentão do quarto centenário está em reforma. Segundo a Prefeitura, o espaço nunca havia passado por reforma estrutural completa. A expectativa da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) é de entregar a marquise ainda nesta gestão, em dezembro. A obra que se arrasta há dois anos e meio terá um custo total quase 15 milhões.
A expicação, segundo a Siurb, está na readequação estrutural e impermeabilização dos 26 mil metros quadrados da edificação, com o desafio extra de manter as carcaterísticas arquitetônicas originais da marquise, que integra o patrimônio público arquitetônico histórico e cultural preservado de São Paulo.
As obras ainda contemplam a revisão das redes elétrica e hidráulica, troca do piso, pintura e nova iluminação com lâmpadas LED, que proporcionam economia energética, além de garantir uma vida útil longa, reduzindo a manutenção do sistema de iluminação. As luminárias, no entanto, serão iguais às utilizadas originalmente no projeto do arquiteto Oscar Niemeyer.
A Siurb ainda explica que a recuperação da estrutura foi necessária devido à falta de manutenção preventiva ao longo dos anos e às sucessivas intervenções que comprometeram a marquise. Para ser ter ideia, segundo a pasta, várias camadas de concreto foram acrescentadas com a intenção de impermeabilizá-la, mas o resultado foi uma sobrecarga de peso na estrutura.
O projeto foi desenvolvido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SMVA) e aprovado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Compresp), com execução da Siurb.

 

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