Ecourbis
Ecourbis inova para estimular a população a participar da coleta seletiva
Com o objetivo de estimular a população a participar mais ativamente da coleta seletiva, a Ecourbis Ambiental deu início a um piloto nas subprefeituras de São Mateus, São Miguel e Itaquera. Desde meados de fevereiro, dois caminhões que prestam o serviço na região estão tocando um jingle para alertar as pessoas sobre o recolhimento de materiais recicláveis.
A expectativa é de que a estratégia seja bem-sucedida, então, ela deverá ser replicada em todo a área atendida pela Ecourbis, que engloba 19 subprefeituras, nas zonas sul e leste da capital paulista, região definida como Agrupamento Sudeste. Vale lembrar que, desde agosto de 2024, a coleta seletiva, assim como a coleta domiciliar, está universalizada, ou seja, é feita em todas as vias deste Agrupamento.
A área total atendida pela Ecourbis representa um pouco mais da metade da cidade, com os serviços beneficiando de forma direta aproximadamente 7 milhões de pessoas. A população que mora no Agrupamento Sudeste gera todos os dias, em média, 7 mil toneladas de resíduos, entre comum, reciclável e dos serviços de saúde, com a Ecourbis retirando todo esse volume das ruas também diariamente.
O jingle que está sendo tocados nos dois caminhões da coleta seletiva que circulam nas subprefeituras de São Mateus, São Miguel e Itaquera adota uma linguagem simples e bem humorada. A letra da música “convoca” a população a separar os resíduos em casa e disponibilizar os materiais para a coleta seletiva com base nos refrões abaixo:
“Ecourbis em Ação!
Separa, separa o reciclável,
papel, plástico, metal e vidro.
Separa, separa o reciclável.
Separa aí que o caminhão já vem.
Separa, deixa tudo separado
Coleta seletiva faz bem
Separa!
Ecourbis em Ação.”
Infraestrutura
A cidade de São Paulo conta com uma infraestrutura bastante robusta para que materiais recicláveis sejam reaproveitados, estimulando assim a economia circular e reduzindo a necessidade de explorar mais recursos naturais e matérias-primas virgens para fabricar novos produtos.
Considerando apenas a Ecourbis, são 63 caminhões exclusivos para a prestação do serviço, que é feito até duas vezes por semana em um mesmo endereço, no sistema porta a porta (passa em frente às casas, uma a uma). O material recolhido pelos caminhões é encaminhado para cooperativas de catadores conveniadas à Prefeitura de São Paulo. Quando essas cooperativas não conseguem receber o material por falta de capacidade de processamento, parte do volume é direcionado à Central Mecanizada de Triagem – CMT Carolina Maria de Jesus, que foi construída pela Ecourbis e tem capacidade para separar até 250 toneladas de resíduos recicláveis por dia.
Tanto o controle de qualidade quanto a venda dos materiais recicláveis triados na CMT são de responsabilidade de uma cooperativa de catadores indicada pela Prefeitura de São Paulo, a Coopercaps. Depois que a Coopercaps e as cooperativas conveniadas à prefeitura separam e enfardam os recicláveis, o material é vendido para indústrias de transformação que, como o próprio nome diz, vão transformá-lo em matéria-prima para fabricação de novos produtos.
Apesar de todo esse aparato, o volume de recicláveis disponibilizado pela população ainda é muito baixo e há um enorme potencial de crescimento. Para tanto, basta apenas que a população se engaje mais, separando os materiais em casa.
E, diferentemente do que muitas pessoas pensam, não é preciso colocar cada tipo de material em um saco. Todas as embalagens de plástico, metal, papelão, vidro; bem como produtos feitos com esses materiais, podem ser colocados em um único saco. O que nunca deve ser feito é colocar resíduos orgânicos como resto de comida, papel higiênico sujo, óleo de fritura ou fraldas junto. Quando isso ocorre, o material orgânico se espalha e “contamina” os recicláveis, inviabilizando o seu aproveitamento.
Para saber os dias e horários que cada um dos serviços é realizado em seu endereço, basta acessar o site www.ecourbis.com.br. Lá, há uma aba/página com o nome “Horário de Coleta”, onde a pessoa deve informar o CEP ou endereço completo. Consultar essa ferramenta é importante para que a população respeite a frequência de coleta, colocando os sacos na rua no horário mais próximo que o caminhão passa. Quando o saco fica exposto muito tempo na rua, há o risco de ele ser vandalizado, rasgado por animais ou até mesmo levado por enxurradas em dias de chuva forte.
Ainda em relação à estrutura para coletar, separar e reintroduzir materiais recicláveis no ciclo produtivo, a Ecourbis desenvolve ações de educação ambiental para conscientizar a população sobre a importância de cada pessoa cuidar do “lixo” que produz. O programa da Concessionária é o “Ver de Perto” e é conduzido em várias frentes.
Em uma, estudantes, lideranças e associações comunitárias, ambientalistas e outros públicos são recebidos em unidades da empresa, onde acompanham palestras sobre a gestão de resíduos na cidade de São Paulo e acompanham de perto o funcionamento, a depender da unidade visitada, do Aterro CTL, da Central Mecanizada ou Estação de Transferência Vergueiro, um transbordo.
Em outra, agentes ambientais da Ecourbis visitam escolas, ONGs, associações de bairro e outros locais para realizar palestras. E, finalmente, a Ecourbis realiza, apoia e participa de eventos, com executivos da Concessionária realizando palestras e apresentando experiências bem-sucedidas, ou então a equipe de educação ambiental presente em eventos comunitários.
Outros esforços da Concessionária para garantir uma cidade cada vez mais limpa e sustentável contemplam a instalação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) específicos para vidro, além da disponibilização de contêineres próprios para o descarte de materiais recicláveis para condomínios residenciais.

