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Meio ambiente

Economia compartilhada é a nova moda

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Uma das maneiras de praticar o consumo consciente é dividir bens, seja através do aluguel, seja através do uso compartilhado 

Viver de forma sustentável pressupõe consumir sem excessos. É o caminho para desfrutar a vida com felicidade, sem excessivamente valorizar a posse de bens materiais, além de preservar a natureza da qual todos dependemos. O Instituto Akatu, que prega o consumo consciente, desenvolveu uma lista de dez caminhos para a Produção e o Consumo Consciente que, semana a semana, estão sendo abordados na página Meio Ambiente, do Jornal SP Zona Sul.
Um deles está começando a ser descoberto e ampliado na sociedade atualmente: é o compartilhamento.
Já não se justifica mais, na absoluta maioria das vezes, que uma família tenha dois ou mais carros. Por que não compartilhar o mesmo automóvel para as situações em que ele é indispensável? Reveza-se o carro enquanto todos também descobrem alternativas mais sustentáveis como o caminhar pelo bairro, o uso do transporte coletivo, a adoção da bicicleta como meio de transporte ou até combinar caronas.
Colocar o compartilhado acima do individual muda nosso ponto de vista sobre a sociedade do futuro. Está se tornando comum em outros países, o automóvel compartilhado. Em vez de ter um carro, que gera uma quantidade incrível de custos ao proprietário e ao meio ambiente, os consumidores passam a alugar, por algumas horas.
Eles ficam em pontos fixos espalhados pelas cidades – assim como já se vê no Brasil com as bicicletas – e o motorista o aluga e devolve em outro ponto previamente estabelecido.
Alugar uma roupa para um evento é outro exemplo. Por que adquirir um novo terno ou vestido para uma festa, se seu uso será extremamente limitado? Ao alugar um bem, vale destacar, o produto está sempre em ótimas condições, não há gastos com manutenção, muito menos descarte excessivo no meio ambiente.
Na “economia colaborativa”, surgem negócios de aluguel de brinquedos, ferramentas, filmes digitais… Em São Paulo, está prestes a ser sancionada uma lei que permite compartilhar o táxi, com passageiros dividindo a tarifa.
As empresas de trocas e sites de vendas de usados estão se popularizando: aquilo que não é mais do interesse do consumidor mas que ainda está em bom estado pode ser reaproveitado, em vez de ir parar em um canto do armário ou no lixo. Vale, entretanto, pesquisar empresas sérias para fazer a negociação sem enfrentar transtornos. O site do Procon (www.procon.sp.gov.br) traz uma lista de sites que já foram alvo de denúncias por não respeitar o consumidor.
Em condomínios, surgem lavanderias compartilhadas, que também representam economia no consumo de água.
De acordo com o Instituto Akatu, ao compartilharmos, expandimos ao máximo a capacidade de uso de um produto, aproveitando o que está ocioso, atendendo a necessidade de mais pessoas e evitando a extração de recursos naturais para a produção de novos itens.

 

Na frança, são comuns os carros elétricos disponíveis na rua para aluguel. A moda está para chegar ao brasil, onde já se compartilham bicicletas

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