Jornal São Paulo Zona Sul

Dez dicas para Black Friday e Natal

É possível ter preocupações ambientais e ainda assim viver em uma sociedade que precisa de movimento na economia? É eatamente esse o conceito de economia sustentável Estimular o crescimento não pode ter o mesmo sentido que destruir o planeta, com geração excessiva de resíduos, destruição dos recursos naturais e poluição de ar, água ou solo.

Especialmente nessa época do ano, em que as compras são altamente incentivadas, é preciso ter isso em mente. Aproveitar promoções como as da Black Friday ou preparar-se para as festas de Natal e trocas de pressentes não pode comprometer o orçamento doméstico nem contribuir para um estilo de vida que compromete o futuro.

O Instituto Akatu para o consumo consciente questina: “Você se prepara psicologicamente para o bombardeio de ofertas da Black Friday, no fim de novembro? Pode parecer uma piada, mas saber lidar emocionalmente com esse tipo de situação é essencial” O Instituto ensina que há muitas influências psicológicas (conscientes e inconscientes) que afetam as pessoas em suas decisões de consumo, especialmente em ocasiões como essa. O comércio sabe disso e bombardeia os potenciais compradores com anúncios tentadores, além abordá-los com vendedores insistentes e bem treinados.

Para fugir dos riscos e não colocar em perigo nem o seu orçamento familiar e pessoal, nem causar danos ao meio ambiente, siga algumas dicas básicas.

Faça listas

Seu celular está funcionando mal, está com defeito ou não conta com funcionalidades que efetivamente sejam essenciais ao seu trabalho ou ao seu dia a dia? Então aproveitar as ofertas da Black Friday faz sentido. Há tempos planeja trocar a geladeira ou comprar um tênis novo? Talvez seja o momento.

Mas, antes de sair às compras, faça listas e calcule a estimativa total de gastos. Pense em como esse valor será pago e evite compras paralelas, por impulso, que podem trazer arrependimento ou provocar um rombo no orçamento familiar.

Consulte preços

Fazer pesquisas pela internet pode ajudar a perceber se as ofertas realmente estão valendo a pena. Alguns sites de consultas de preço permitem inclusive conferir a oscilação recente dos valores, evitando cair em ciladas como promoções que na verdade apenas iludem o consumidor, com valores iguais ou até acima dos normalmente praticados.

Outra preocupação deve ser com a compra de produtos fora de linha, que já foram substituídos por mais modernos ou avançados. Pode ser um bom negócio, quando o novo modelo é apenas de um novo design ou tem poucas funcionalidades a mais. Mas, confira: terão a mesma garantia?

Valorize a durabilidade

De nada adianta comprar um produto em oferta se sua qualidade é baixa e em breve precisará ser aposentado ou descartado.
Novamente, a internet pode ser uma boa aliada. Consulte a opinião de outros compradores da mesma marca. Essa lógica não vale apenas para produtos eletro eletrônicos, mas até para roupas, móveis; ou até para perecíveis como alimentos e bebidas.

Está na moda?

Cuidado ao optar por produtos “da moda” ou mesmo na compra de itens que vão deixar de ser úteis em breve.

Aquele produto super chamativo, de cor intensa, em breve vai “enjoar” e deixar de ter utilidade? Vale para roupas, móveis, acessórios, itens de decoração.

Também vale refletir muito antes de comprar itens para crianças e adolescentes em fase de crescimento. Inevitavelmente, eles vão deixar de servir? Então não é preciso comprar vários deles, correto?

Qual o custo de manutenção?

Quando o consumidor opta por um aparelho, deve levar em consideração que terá um custo de uso: podem ser pilhas, baterias ou eletricidade.

Quanto vai aumentar sua conta de energia no fim do mês com o novo item comprado? Quantas pilhas serão necessárias para manter em funcionamento o brinquedo novo das crianças? Uma impressora pode parecer de baixo custo, mas quanto vai consumir de papel e tinta por mês?

Comprar ou compartilhar?

Outra pergunta essencial na hora de sair às compras, seja em épocas de liquidação e ofertas ou em época de presentear alguém é:
“Preciso tanto desse item que é melhor tem um, com exclusividade? Ou vou usar eventualmente e posso compartilhar, emprestar, alugar?”

Uma caixa de ferramentas ou uma furadeira – serão usadas com frequência? Ou uma barraca de camping?

Outro bom exemplo é a bicicleta: se vai usá-la com bastante frequência, pode valer a compra. Caso contrário, não é melhor alugar? E um livro? Não será encontrado em uma biblioteca ou com um amigo?

Como será feito o descarte no futuro?

Consumidores responsáveis por todo o planeta estão se preocupando com o descarte de produtos já no momento da compra. De que materiais é feito? A empresa se responsabiliza pela reciclagem dos itens após o consumo? Isso vale tanto para a garrafa de vinho quanto para o celular, o veículo, o laptop…

Se tem dúvidas, ligue para o fabricante. Essa atitude estimula as empresas a repensarem suas práticas e garantirem descarte correto dos produtos.

Para os materiais recicláveis mais comuns – plástico, metais, papéis e vidros – vale lembrar que o ideal é encaminhar o descarte para a coleta seletiva.

Nas zonas sul e leste paulistanas, o serviço é prestado pela concessionária Ecourbis. Para saber o dia e horário em que o caminhão passa em sua rua, acesse: https://www.ecourbis.com.br/coleta/index.html

Evite embalagens

Quando sair às compras para a Black Friday ou para o Natal, lembre-se: as sacolinhas, por mais lindas que sejam, apenas representam estímulo ao consumo e devem ser evitadas sempre que possível. Use sacolas retornáveis, não compre caixinhas de presentes que não possam ser reaproveitadas – até pela pessoa que vai receber o embrulho.

As embalagens, sacolas e caixas inevitáveis, que já vêm com o produto, também devem ser reaproveitadas ou encaminhadas para a reciclagem.

Não acumule, doe

Comprou um livro? Doe o anterior, já lido. Ganhou uma roupa nova? Doe outra peça antiga similar que esteja esquecida no armário. Acumular coisas tem efeito psicológico, social e ambiental danoso. Há inúmeras entidades e pessoas precisando desse apoio. Mas, lembre-se: só vale doar o que ainda está em boas condições de uso. Caso contrário – encaminhe o que for possível para a reciclagem.

Valorize o momento

Ao optar por economizar nas compras de objetos, o consumidor pode ter dinheiro para outras atividades que vão movimentar a economia, porém sem gerar tantos resíduos ou consumir recursos naturais: um jantar romântico, um piquenique em família, uma viagem com amigos… Experiências não valem mais que roupas guardadas em um armário?

Comentar

WhatsApp chat Receba as edições por WhatsApp!