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Meio ambiente

Dez caminhos para o Consumo Consciente

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Instituto Akatu lança campanha a partir do Dia do Consumo Consciente, 15 de outubro, para mudar atitude perante produção e compras.

A humanidade está consumindo 50% a mais em recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar, poluindo ou destruindo mais água, ar e terra disponível para agricultura do que a natureza pode voltar a oferecer. Além disso, os seres humanos estão produzindo mais resíduos que comprometem a capacidade de aterros.
Por isso, é sempre fundamental apontar que não basta, por exemplo, reciclar os resíduos que já foram produzidos. Em primeiro lugar, porque nem todo resíduo pode ser reciclado ou reaproveitado. Há ainda o custo alto da reciclagem, a energia gasta no processo e, principalmente, a retirada de recursos naturais para a produção de cada bem.
O Instituto Akatu, organização não governamental que prega o consumo consciente, acaba de lançar um roteiro com os “dez caminhos para a Produção e o Consumo Conscientes”, em comemoração ao Dia do Consumo Consciente, em 15 de outubro.
As dicas são válidas tanto para o dia-a-dia, como fazer compras no supermercado quanto no gerenciamento de um pequeno negócio ou na escolha do serviço.
A primeira dica é valorizar o durável mais que o descartável. Com algumas exceções (como no caso de itens de enfermaria, em que a segurança em relação à contaminação é inquestionável), optar por algo que não precisa ser substituído rapidamente ou que você “usa e joga fora” evita que mais recursos naturais sejam usados para produzir um novo item.
O Instituto lembra que, mesmo que um produto seja mais caro, seu uso prolongado acaba tornando-o mais barato. E certamente é menos custoso ao meio ambiente, por gerar quantidade menor de lixo e ainda não representar a demanda de energia usada para produção e transporte.
O Insituto exemplifica com a lâmpada de LED que, embora mais cara, dura até 13 anos e consome muito menos energia elétrica para a mesma luminosidade. O preço maior pago pela LED é “devolvido”, pela redução da conta de energia do consumidor, em apenas 1 ano ao substituir uma lâmpada incandescente, e em 3 anos ao substituir uma lâmpada fluorescente.
Um termo importante a se conhecer é o da “obsolescência acelerada”. Intuitivamente, o consumidor já sabe que alguns produtos parecem ter sido programados para durar menos. Informar-se para evitar este tipo de artigo é uma atitude ambientalmente correta.
Para as empresas, por outro lado, o correto é de investir nos serviços de conserto e reparação de itens das suas marcas, incentivando outro tipo de relação com a sua produção. A geração reduzida de resíduos evita a poluição e obstrução de vias e canais de escoamento de água – o que traz riscos de doenças, especialmente quando se considera que uma parte ainda não vai para aterros sanitários. Lembre-se: resíduo bom é resíduo não gerado.
Nas próximas edições, a página Meio Ambiente trará sugestões para seguir os dez caminhos indicados pelo Instituto Akatu. A lista completa pode ser conferida em www.akatu.org.br.

 

Evite descartáveis e prefira produtos de maior durabilidade, evitando novas agressões à natureza e descarte excessivo

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