História
Descubra quem foi Clodomiro Amazonas
Na correria do dia a dia, muitas vezes detalhes da cidade nos passam desapercebidos. Pontos turísticos, belas árvores, estátuas, praças e redutos verdes… E também o nome das vias públicas e outros logradouros. Quem seriam aquelas pessoas que foram homenageadas com o nome de uma rua, uma avenida, uma praça, um viaduto? Para matar essa curiosidade, uma boa dica é conferir o site dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br, desenvolvido pelo Departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo. Outras fontes na internet, como a Wikipedia, a enciclopedia Itau Cultural e o Guia das Artes também nos auxiliam a desvendar quem foram algumas figuras que fizeram parte da história de formação da cidade.
Um deles é Clodomiro Amazonas, que dá nome a uma rua que atravessa os bairros da Vila Olímpia e Itaim Bibi. A via hoje repleta de estabelecimentos comerciais, lojas elelgantes, escritórios e edifícios imponentes homenageia um artista plástico que não nasceu na capital. Ele nasceu em 1883 em Taubaté, no Vale do Paraíba.
O nome teria sido uma homenagem de seu pai, ao Rio Amazonas. Ainda na infância, Clodomiro se encantou com tintas e conta a história que sua primeira pintura foi concluída aos oito anos de idade. Aos 16, já estreava profissionalmente no mundo das artes plásticas, restaurando telas e afrescos do Convento Santa Clara de Taubaté. Com a intenção de promover atividades culturais na cidade, ele funda em 1905 ao lado dos colegas Eusébio da Câmara Leal e Gastão, uma Associação Artística e Literária, com sede no Ginásio Estadual de Taubaté.
Apaixonou-se por uma mulher de Angra dos Reis e contra a vontade da família, casou-se aos 21 anos. Para sustentar a família mudou-se para São Paulo onde poderia ter maiores oportunidades de emprego, em 1906. Trabalhou em banco e em repartições públicas e, apesar de não gostar de fazer restaurações, aceitou encomendas para complementar a renda familiar, já que tinha oito filhos! Clodomiro também foi ilustrador em publicações como a Revista da Semana.
Em agosto de 1912, organizou sua primeira exposição no Salão Radium, em São Paulo. Apresentou trinta e cinco quadros, sendo vinte e quatro paisagens, nove figuras e duas naturezas-mortas. Por ainda não possuir muita experiência com a pintura, sua exposição foi considerada amadora.
Tentou bolsa para estudar artes plásticas na Europa, mas o clima de guerra no início do século XX dificultou os planos. Participou de diversas exposições na própria capital paulista onde acabou se tornando um pintor admirado.
Mantinha contanto com diversos artistas, intelectuais e escritores como Monteiro Lobato, outro famoso nome de Taubaté, e encontrava amigos como Menotti del Picchia e o crítico Aristeu Seixas.Na década de 20, fez sucesso como “o pintor do luar”, tema que despertava interesse de colecionadores.
Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes evento artístico criado em 4 de novembro de 1933 por decreto estadual assinado por Armando de Sales Oliveira, interventor federal em São Paulo. Em 1938. conquistou a pequena e grande medalha de prata do Salão. Também levou o primeiro e segundo prêmio, pela Prefeitura de São Paulo, em 1938 e 1939, e expõs suas obras em quase todas as Capitais brasileiras.
Clodomiro continuou expondo até 1951 e faleceu em agosto de 1953, aos 70 anos.
Fontes: Dicionário de Ruas – DPH/Prefeitura; Wikipedia/ Enciclopedia Itau Cultural, guiadasartes.com.br


