Jornal São Paulo Zona Sul

Descrição da obra de Segall em áudio está disponível gratuitamente na internet

Descobrir o Museu Lasar Segall é uma experiência incrível e necessária. Além de conhecer o talento do artista plástico de origem lituana, o visitante conhece também a antiga residência dele, na Vila Mariana, bairro onde que escolheu para viver, há quase cem anos.

Mas, o Museu – como todos os espaços culturais da cidade e do Estado – está fechado e ainda sem data para reabrir. Só que agora, pela internet, qualquer pessoa poderá ter acesso a um importante recurso, que está disponível já há mais de dez anos para quem visita o local: áudios que explicam cada uma das obras.

Basta entrar no site mls.gov.br e acessar o Audioguia. A liberação dos áudios na internet foi feita na Semana Nacional dos Museus, em maio, e permite uma verdadeira viagem pela obra do artista sem sair de casa. Os áudios que integram o audioguia do museu – que foi produzido em 2009 especialmente para a exposição de longa duração do acervo – está inteiramente disponível no site do museu.

Ao longo das imagens e dos áudios, contamos detalhes das linguagens e narrativas de Segall presentes nas obras, e deixamos nosso olhar se demorar um pouco mais nelas, assim como quando estamos no museu.
A seleção de obras abarca toda a vida e obra do artista através de suas pinturas, desenhos, esculturas e gravuras.

Comenta suas preocupações estéticas dentro do contexto cultural da Arte Moderna e os assuntos que estiveram presentes em toda sua produção como família, maternidade, religião e as vulnerabilidades e desigualdades sociais.

Aproveitem!

Após retornarem de Paris, onde moraram de 1928 a 1932, o artista e sua família fixaram residência na casa da Rua Afonso Celso, local que hoje abriga o Museu Lasar Segall. A casa e o ateliê foram projetados pelo arquiteto Gregori Warchavchik, concunhado do artista e precursor da arquitetura moderna no Brasil.

Parte dos móveis e objetos foi criada pelo próprio Segall. O mobiliário, como poltronas, mesas, estantes e sofás, foi confeccionado em madeira pintada com tinta preta, e os assentos estofados em tecido de cânhamo bege. As luminárias e tapetes também foram desenhados pelo artista. As linhas são retas e o design se caracteriza pela sobriedade e funcionalidade característicos da escola alemã Bauhaus.

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