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Meio ambiente

Com Ecoparque, caminhões de coleta usarão combustível sustentável

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A Prefeitura de São Paulo vai implantar soluções tecnológicas na coleta e reaproveitamento do lixo. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes durante visita às instalações do aterro sanitário CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste, em São Mateus, na manhã desta terça-feira (13), onde será construído um Ecoparque, com diferentes tecnologias sendo adotadas em um mesmo local para tratar e valorizar os resíduos. A construção faz parte do novo rol de obrigações contratuais das concessionárias de limpeza urbana, que tiveram os seus contratos renovados em junho do ano passado.

“Nós teremos quatro Ecoparques na cidade, com R$ 6 bilhões de investimento. Dentro desses espaços, ampliaremos a coleta seletiva, utilizaremos o gás biometano e faremos o tratamento térmico, com capacidade de 1.000 toneladas de lixo por dia”, disse o prefeito Ricardo Nunes.

Ele esteve recentemente na China e no Japão para conhecer a infraestrutura utilizada nesses países e, entre as ações que serão implantadas na capital, está prevista a instalação de Unidades de Recuperação Energética (UREs) — equipamentos que geram energia elétrica por meio do tratamento térmico dos resíduos. “Todos os países de primeiro mundo, que estão muito desenvolvidos nisso, estão fazendo essa ação. A gente não resolve o problema com o tratamento térmico, mas é uma ferramenta importante para trabalhar além das outras ações que vamos desenvolver”, disse o prefeito Ricardo Nunes, lembrando que essa alternativa é hoje muito mais sustentável do que era anos atrás.

Em operação desde 1992, o Aterro CTL recebe diariamente, em média, 7 mil toneladas de resíduos domiciliares, volume que equivale a mais da metade de todo o lixo doméstico gerado pela população na capital paulista. Operado pela concessionária Ecourbis Ambiental, responsável pela coleta domiciliar e hospitalar no Agrupamento Sudeste da cidade, o aterro atende a 19 subprefeituras, nas zonas sul e leste, garantindo a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos.

“Nesses próximos 20 anos, São Paulo vai aproveitar ao máximo todos os seus resíduos gerados na cidade. Nós vamos construir plantas de separação mecânica, onde vai ser separado todo o material reciclado para venda do reciclado e para a formação do CDR (Combustível Derivado de Resíduo), que pode ser utilizado como fonte energética”, contou o presidente da Ecourbis Ambiental, Ervino Nitz Filho, apontando que a geração de energia a partir dos resíduos de um

Ecoparque poderá abastecer 25% da iluminação pública de São Paulo, e que dois Ecoparques seriam capazes de abastecer metade da cidade no que se refere à iluminação das ruas.

Ele adiantou outras medidas previstas em contrato que serão entregues em breve, entre elas a construção de duas plantas de tratamento térmico e recuperação energética, uma na Zona Sul e outra na Zona Leste, onde vai ser feito todo o tratamento de resíduos gerando energia. “Além disso, os demais resíduos resultantes serão destinados ao aterro para a formação do biogás e do biometano, que também será um subproduto do resíduo. Então, na verdade, nos próximos 20 anos, nós teremos material reciclado separado, CDR como fonte energética, biometano na geração do aterro e a geração energética através das duas unidades de tratamento térmico, fazendo com que São Paulo se torne cada vez mais sustentável e atenda plenamente o Plano Nacional de Resíduos Sólidos”, completou.

Outra obrigação das concessionárias de limpeza urbana prevê a substituição da frota de caminhões a diesel por veículos movidos a biometano ou Gás Natural Veicular (GNV) e elétricos. Além de 22 caminhões, apresentados em março, a Ecourbis já adquiriu mais 100 veículos que utilizam o combustível do futuro, com a entrega devendo ser finalizada até outubro deste ano. Hoje, a Ecourbis conta com mais de 30 caminhões movidos a biometano em operação, e o número aumenta semana após semana.

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