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Coleta seletiva: saiba como participar

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Na cidade de São Paulo são coletadas aproximadamente 20 mil toneladas de resíduos por dia, sendo cerca de 12 mil toneladas de resíduos sólidos domiciliares.

Boa parcela desse total poderia ser direcionada à reciclagem, economizando novos recursos naturais e ainda gerando renda para famílias que trabalham com a coleta seletiva. Mas, muita gente ainda deixa de fazer a separação em casa, que é tão simples e rápida.

Durante a pandemia, entretanto, esse volume cresceu em cerca de 20%, o que a Prefeitura credita ao fato de as famílias terem passado mais tempo em casa e também por conta do aumento dos pedidos de refeição em embalagens  delivery (leia mais na matéria abaixo).

Mas, o que é preciso fazer para que esse número aumente ainda mais? Estima-se que 40% do material que atualmente vai para aterros poderia ser reciclado, com maior adesão popular.

O que impede ainda algumas pessoas de contribuir com a coleta seletiva, que já está presente em todos 96 distritos do município?

O caminhão da seletiva passa na minha rua?

A coleta está em todos os distritos, mas ainda não atinge todas as ruas, o que deve acontecer nesse ano, com a universalização da coleta.

Para saber se sua rua está incluída, basta acessar www.ecourbis.com.br/coleta/index.html. A ferramenta é bem simples de ser usada – insira o nome da rua ou CEP e o site indicará qual o dia e horário em que a coleta seletiva (para materiais recicláveis) passa ali e também indica quando a equipe da coleta tradicional, dos resíduos comuns, passa na via.

A rua onde moro não tem coleta seletiva

Se a rua onde mora não está no roteiro do caminhão de coleta seletiva, descubra inicialmente se há em seu bairro Pontos de Entrega Voluntária.

Em várias regiões, inclusive algumas que contam com o serviço, há PEVs onde é possível depositar os materiais recicláveis em qualquer dia ou horário.

Os mais de 100 ecopontos da cidade recebem também os materiais recicláveis e abrem diariamente.

Outra possibilidade é procurar por supermercados que contam com estações de recicláveis, ou seja, contêineres onde podem ser depositados recicláveis.

ONGs e start ups também prestam serviços específicos – como por exemplo a coleta de anéis de lata de alumínio, tampinhas de garrafa pet ou garrafas de vidro.

Por que o caminhão mistura tudo?

Há pessoas que separam cada um dos materiais recicláveis em uma sacola diferente – plásticos em um, metais em outro, vidros num terceiro e papeis em outro. Isso não é necessário.

O caminhão da coleta seletiva mistura esses materiais porque eles depois serão separados em centrais mecanizadas de triagem ou por equipes de cooperativas de reciclagem.

Os recicláveis precisam ser lavados?

Todo material a ser reciclado vai ser lavado durante o processo de transformação em novos produtos.

Mas, aquilo que enviamos para a coleta seletiva não pode estar engordurado ou sujo. Caixas de pizza, por exemplo, ou outras embalagens de alimentos que estejam com restos não podem ser encaminhadas.

Além de impedirem o aproveitamento daquela embalagem, esses restos de comida ainda podem “contaminar” o material reciclável limpo enviado e igualmente inviabilizarem a sua reciclagem.

Garrafas pet, embalagens longa vida, potes plásticos ou de metal não precisam ser completamente lavados. Mas, enxaguar é importante porque esse material fica em centrais cooperativas muitas vezes por alguns dias e essa higienização mínima reduz o odor e atração de insetos.

Qualquer papel pode ser reciclado?

A resposta é não. Primeiro, é importante reforçar que papéis sujos não podem ser reciclados. Papel higiênico, guardanapos, lenços, papel toalha, e outros papéis descartáveis não podem ser reciclados.

Mas não são apenas estes tipos. Papeis adesivos ou com cola (tipo post it), etiquetas, fita crepe, papel carbono, fotografias, papéis metalizados, parafinados ou plastificados não são reciclados. Aqueles papeis de notinhas fiscais/de cobrança, como os de fac-símile (fax) também não podem.

O que não devo enviar entre os recicláveis?

Além de papeis, há outros materiais não adequados para o processo de reciclagem e que, por isso, não devem ser encaminhados pela coleta seletiva. Quando chegam às cooperativas e centrais de triagem, esses materiais acabam separados pelas equipes e encaminhados como “rejeitos”.

Entre os metais, por exemplo, não podem ser reciclados clipes, grampos, esponjas de aço, latas de tintas e latas de combustível.

Há ainda metais classificados como lixo eletrônico – é o caso das baterias e pilhas.

Cabos de panela, tomadas, espuma, teclados de computador, objetos de acrílico são exemplos de plásticos que não podem ser reciclados

O vidro é infinitamente reciclagem, ou seja, um objeto de vidro pode ser transformado em outro, que depois será reciclado novamente e assim por diante. Mas não é todo tipo de vidro: espelhos, cristal, ampolas de medicamentos, lâmpadas, vidros temperados planos não são recicláveis.

Vale ainda destacar que louças e cerâmicas também não são recicláveis.

Isopor é reciclável?

O material conhecido como isopor se chama Poliestireno Expandido, ou EPS.

Na realidade, é um tipo de plástico e teoricamente pode, sim, ser reciclado.  O problema é que o material é muito leve e volumoso, ou seja, é difícil conseguir peso suficiente para valer a pena financeiramente para cooperativas.

Há, na zona sul paulistana, um ponto de coleta, de empresa produtora desse material, para quem preferir, garantindo que será integralmente reciclado. Fica na Av. Fagundes Filho, 141 (cj 101 a 104)- próximo à estação São Judas do Metrô e funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h. .

É obrigatório uso da sacolinha verde?

Não é obrigatório usar as sacolinhas plásticas verdes distribuídas ou vendidas no comércio e que foram criadas para uso com material reciclável.  O importante é que seja corretamente acondicionado e a sacola ou saco bem fechado.

Também é fundamental estar atento ao horário e data da coleta dos recicláveis para que o material não fique exposto por muito tempo na rua.

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