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Coleta mecanizada é alternativa moderna

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Qual é o processo de limpeza urbana em uma metrópole como São Paulo? Bastante complexo, engloba vários serviços: varrição, coleta dos resíduos domcililares porta a porta, coleta manual em comunidades, coleta seletiva de materiais recicláveis (e todo seu encaminhamento), triagem do material reciclável e seu encaminhamento, limpeza pós feiras públicas ou eventos, aterramento dos resíduos, cata-bagulho…

O custo direto envolvido é alto, incluindo a verba utilizada para concretizar esses serviços. Mas também é ambiental, já que há um impacto tanto na extração de matéria prima, como no uso de energia ou na destinação final de todo material coletado.

Em resumo, quanto a gente gasta de dinheiro todos os dias para cuidar do chamado “lixo” na cidade? É possível reduzir esse custo? Como? As principais discussões sobre o tema, hoje, estão relacionadas a novas técnicas e tecnologias que podem ser adotadas desde a produção industrial, passando pela coleta, reciclagem e reaproveitamento na economia, mas culminando no descarte.

Alto custo

Em muitas cidades do mundo, a responsabilidade pela varrição das vias públicas é do próprio cidadão, exceto em áreas públicas, parques, vias sem imóveis…

Além disso, o cidadão tem responsabilidades com relação à geração de resíduos, encaminhamento de recicláveis e descarte correto de qualquer tipo de resíduo ou rejeito.

“São Paulo teve um crescimento histórico que levou à formação de bairros com características totalmente diferentes. Por isso, precisa de diferentes soluções”, diz Walter de Freitas, superintendente de operações da Ecourbis Ambiental. A concessionária é responsável pelos serviços de coleta domiciliar de resíduos e também pela coleta seletiva nas zonas sul e leste da cidade.

Contêineres

Uma das alternativas mais modernas e que se adapta a diferentes situações é o contêiner, aquela grande caixa usada para armazenamento e transporte de quantidades maiores de resíduos.
Esses contentores são, essencialmente, versáteis, porque podem ser usados para coleta seletiva, ou seja, só de materiais recicláveis ou também de resíduos domiciliares comuns.

“O uso de contêineres tem diversas vantagens e já é bastante comum em outros países”, aponta Freitas. No caso da coleta regular de resíduos, o conteiner permite, por exemplo, que o morador pare de ter os resíduos em casa. “Eles são posicionados a uma distância máxima de 50 metros da casa das pessoas. Basta levar o saco de resíduos para lá quando quiser”, explica o superintendente de operações.

Os contêineres são posteriormente engatados em braços mecanizados dos caminhões que fazem a coleta regular, concentrando o volume de resíduos de cada via.

Na zona sul de São Paulo, a Ecourbis já implantou contêineres em dois bairros: Planalto Paulista e Campo Belo.

“Nessas duas regiões é feita a coleta mista: o caminhão recolhe tanto o material depositado em sacos em frente à casa de cada morador quanto aqueles depositados dentro dos contêineres”, diz Freitas. “Com um trabalho individualizado do nosso pessoal, a coleta porta a porta nesses locais vem diminuindo”, comemora Walter, ao apontar o aumento constante de adesão à coleta mecanizada.

Vantagens

O uso de contêineres para a coleta têm diversos benefícios. No caso da coleta regular, como o processo é mecanizado, demanda equipes menores e menor frequência dos caminhões. “Apesar de o caminhão passar duas em vez de três vezes em cada via, os moradores na verdade ficam menos tempo com o lixo em casa, já que podem a todo momento levar pequenas quantidades de resíduos”, diz.

A redução de custos se alia à drástica diminuição de impactos ambientais, também. “A coleta mecanizada com apoio de containeres reduz, portanto, o consumo de combustíveis e emissão de gases poluentes, o risco de os resíduos serem levados pela chuva, o avanço de animais nos sacos de lixo, a proliferação de vetores como mosquitos, ratos e animais peçonhentos que transmitem doenças”, aponta o diretor de operações da Ecourbis.

A coleta mecanizada ainda reduz a poluição visual, já que não há sacos de lixo espalhados pelas vias públicas em dias de coleta, e eventual mau cheiro.

Condomínios

No projeto piloto de coleta mista, implantado já em alguns bairros da cidade, houve preferência por áreas residenciais horizontalizadas, ou seja, com predominância de casas e prédios baixos, em vez de vias repletas de condomínios.

Mas os contêineres já são usados em condomínios, também, e a tendência é ampliar.

Atualmente, na maioria dos casos, é para a coleta seletiva. Moradores podem, ao longo de toda a semana, levar o material reciclável para os containeres existentes em áreas determinadas dos condomínios. Lá depositam papel, plástico, metal e vidros que depois serão levados pela concessionária e todo material encaminhado para cooperativas de catadores.

Há alguns condomínios que contam, também, com os contentores para coleta regular, mas são diferenciados e, em geral posicionados externamente aos condomínios.

Comunidades

Situação semelhante acontece nas comunidades carentes. Os contêineres ficam em pontos estratégicos das comunidades e os coletores de resíduos reúnem o material removido das casas e levam até lá.

“Até 2004, as comunidades não contavam com serviço de coleta domiciliar de resíduos, porque os caminhões não conseguem acessar as vielas e áreas próximas a córregos”, relembra Walter de Freitas.

Foram, então, contratados moradores das próprias comunidades para trabalhar como coletores. O processo é manual: eles passam de casa em casa, recolhendo os resíduos produzidos.

“Além de ter resolvido a questão da logística nas vias das comunidades, a contratação também segue uma lógica sustentável, porque são gerados empregos ali mesmo, com benefícios sociais e para a cidade”, avalia.

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