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Cidade busca ampliar ações de Logística Reversa

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Para marcar o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, a Prefeitura da capital promoveu não somente a terceira edição do Seminário Internacional de Resíduos Sólidos, mas também a primeira edição da Jornada de Logística Reversa, entre 16 e 18 de março na capital. A Ecourbis Ambiental também participou do evento, marcando presença no painel “Regulamentação, Monitoramento e Fiscalização da Logística Reversa: Articulação Interfederativa e Papel dos Municípios”, com a Superintendente de Meio Ambiente, Indiara Guasti.

Ela apontou a necessidade de ampliação do engajamento da população na separação de recicláveis. “O processo é bem simples, basta separar o lixo em duas frações: seco (recicláveis) e úmido (orgânico e rejeitos)”.

Todas as vias das zonas sul e leste da capital recebem coleta comum e coleta seletiva. Para saber quando esses serviços são prestados, basta acessar o site da concessionária – www.ecourbis.com.br – e lá usar a ferramenta Horário da Coleta, que indica dia e horário em que cada equipe passa em sua rua.

Indiara Guasti também apontou a importância de um consumo consciente, que envolve logística reversa. “É preciso sair do automático quando o assunto é fazer a gestão de nossos resíduos. O primeiro papel é o nosso como cidadão”, disse.

“E antes de separar o lixo em dois, vamos verificar o que estamos comprando? Vamos priorizar comprar produtos que tenham logística reversa? E mais do que isso, antes de fazer o descarte deles, verificar onde o produtor está dizendo que deve ser feito esse descarte”, sugere.

Convocação

A Prefeitura de São Paulo fez, no início desse mês de março, uma convocação a empresas e entidades para o credenciamento de ações de logística reversa na capital. O edital busca firmar Termos de Compromisso que garantam a destinação ambientalmente adequada de resíduos e o retorno de materiais ao setor produtivo. A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/2010, e à legislação municipal sobre o tema, estabelecida pela Lei nº 17.471/2020.

Entre os itens que podem integrar sistemas de logística reversa estão, por exemplo, embalagens, eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas e outros resíduos que exigem tratamento específico. O modelo permite ampliar a reciclagem, reduzir o volume de resíduos enviados aos aterros sanitários e incentivar a economia circular, considerando que os materiais podem voltar a ser utilizados na cadeia produtiva.

A logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social que reúne ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a reintrodução de materiais ao setor produtivo. O objetivo é possibilitar seu reaproveitamento no mesmo ciclo produtivo ou em outros processos ou ainda, se necessário, garantir uma destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Conforme estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores compartilham a responsabilidade pela redução dos impactos negativos à saúde humana e ao meio ambiente decorrentes do ciclo de vida dos produtos.

Na prática, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem garantir que determinados materiais descartados pela população retornem ao setor produtivo ou tenham destinação ambientalmente adequada, reduzindo impactos negativos ao meio ambiente.

Além disso, o papel do consumidor é fundamental para garantir o descarte correto dos resíduos, respeitando as orientações e utilizando os pontos e sistemas previstos pela logística reversa.

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