Jornal São Paulo Zona Sul

Ciclovia da Domingos de Morais vai sair do papel. Prefeitura promete outras

É inegável o crescimento do número de bicicletas trafegando pelas ruas paulistanas. Nos últimos meses, inclusive, é cada vez mais comum observar ciclistas-entregadores, em especial dos serviços aplicativos de delivery de comida e compras, além das bicicletas de aluguel, cada vez mais comuns e com aumento de pontos de estacionamento delas.

Nesse cenário, a Prefeitura está promovendo audiências públicas para discutir as rotas e as prioridades para trajetos de ciclistas, entre outros temas relacionados. Na região de Vila Mariana, Saúde e Jabaquara, a audiência acontece na segunda, dia 24, 19h, na sede da Subprefeitura do Ipiranga (Rua Lino Coutinho, 444).

Outras já vêm acontecendo em diferentes regiões da cidade, tendo como foco que o Plano de Metas municipal para o Biênio 2019/2020 prevê a implantação de 173 quilômetros e 350 metros de infraestrutura cicloviária voltados para conexões da malha existente, além da requalificação de 310 quilômetros e 600 metros de ciclovias e ciclofaixas já existentes na cidade.

Mas, será que as discussões feitas em audiências públicas vão realmente sair do papel? As sugestões e reivindicações apresentadas pela população serão atendidas?

Domingos de Morais

Em março de 2018, a Prefeitura realizou audiência pública para debater, especificamente, a implantação da Ciclovia Domingos de Morais.

A Ciclovia seria implantada sem custos pela Prefeitura, em projeto bancado pelo Colégio Marista Arquidiocesano, como compensação por ser um polo gerador de tráfego. Ainda assim, a promessa de que em poucos meses estaria concluída a pista não foi cumprida. Até hoje, a CET fornecia poucas informações sobre o assunto e dizia apenas que o projeto precisou de alterações. Desde setembro de 2018, o jornal SP Zona Sul vem cobrando informações sobre a demora na implantação do trecho.

O jornal Agora precisou recorrer à Lei de Acesso à Informação para obter dados mais precisos sobre a motivação do atraso, e ainda assim se deparou com evasivas e informações conflitantes.
Finalmente, em final de maio o projeto foi alterado e a expectativa é de que leve dois meses para ser concluído.

Ainda há algumas dúvidas com relação ao traçado. Da avenida Lins de Vasconcelos até a Rua Sena Madureira, a ciclovia deve ser construída sobre a ilha central. Dali até a Borges Lagoa, a ciclovia terá “duas mãos” (bidirecional) ocupando parte da pista para carros, no sentido bairro.

A partir da Borges Lagoa, já é possível perceber que a ciclovia começou a ser executada meses atrás, com a conclusão das obras do metrô na região, que estreitava a pista. Ali, novamente, a ciclovia deverá ter características semelhantes à da Avenida Paulista, construída sobre o canteiro central. Não está claro se no trecho bem em frente à estação Santa Cruz será removido o canteiro de flores existente para ser substituído pela ciclovia.

Da Rua Loefgreen até a Rua Luís Góis, a pista para bicicletas volta a ser bidirecional e ficar no leito carroçável, dessa vez no sentido centro. Da Luís Góis até a Alameda das Boninas (trecho curto, em frente ao convento), a ciclovia vai manter o estilo que tem hoje na Avenida Jabaquara, no trecho a partir da Alameda das Boninas: cada faixa de direção em um dos lados do canteiro central, com pequena área reservada aos ciclistas na pista principal.

2 comentários

  • Bola dentro, muito bom , alternativa de mobilização urbana para avenida Paulista e o melhor gerando saúde.
    Mandei esta sugestão a um tempo .

    Parabens

    Jabaquara agradece.

  • Participei dessa audiência pública em março de 2018. Lá houve grande manifestação a favor da ciclovia e a prefeitura disse que ela iria ser implantada brevemente. Já se passou um ano e meio e nada… 🙁 Só enrolação…e lembrando que os custos da implantação não vão ser da Prefeitura!!
    Vou de bike ao trabalho todo dia, e passo por esse trecho da Domingos de Morais que não tem ciclovia, correndo sempre apuros entre os carros e ônibus!! Quantos acidentes poderiam ser evitados se houvesse menos negligência da administração pública.
    Agradeço a este órgão de comunicação por cobrar do poder público o simples cumprimento de sua obrigação, com um mínimo de eficiência, e divulgar a situação! O jornalismo está representando o interesse da sociedade, enquanto os agentes públicos, os quais deveriam fazê-lo, infelizmente não estão…

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