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Saúde

CAPS Álcool e Drogas na Zona Sul tem “Chá das Minas” toda segunda

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No Caps Álcool e Drogas (AD) de Cidade Ademar, na zona sul, gerido pela organização social em saúde (OSS) INTS, a gestora Maria Carolina dos Santos Cruz Pacheco conta que a ideia de criar um grupo para mulheres, há mais de três anos, partiu da observação do desamparo destas pacientes. “Percebemos que a presença das mulheres no Caps AD se dá normalmente como acompanhantes de seus maridos, nos grupos envolvendo a família, mas quando elas próprias têm problemas, enfrentam estigma e abandono; mudar essa lógica foi o que nos motivou”, relata a profissional, acrescentando que mais de 80% dos atendimentos no local ainda envolvem o público masculino.

Assim nasceu o “Chá das Minas”, grupo semanal aberto, que se reúne nas segundas-feiras à tarde; a presença é heterogênea: jovens, profissionais e mães de família, idosas. Mulheres em situação de rua, mulheres de classe média. Em comum, a maioria passou por conflitos familiares, sofreu situações de violência e começou o uso de substâncias químicas – as dependências variam do álcool ao crack – muito jovem. Associados à doença da dependência química estão transtornos como depressão e borderline, entre outros.

“O objetivo não é falar das substâncias consumidas, mas de outros assuntos de interesse das mulheres, desde as aflições até relacionamentos familiares, trabalho, autocuidado”, diz assistente social Viviane Assis, uma das facilitadoras do Chá das Minas, juntamente com a enfermeira Elba Alexandre. Segundo ela, com o tempo, programações extras como passeios culturais e até idas à praia entraram na agenda.

“Se por um lado o estigma e a falta de rede de apoio são desafios, por outro as dinâmicas coletivas têm o poder de despertar o olhar para si mesmas, como um espelho, e de despertar as potencialidades destas mulheres”, pondera Ana Carolina, acrescentando que, aos poucos, de encontro em encontro, o próprio grupo virou rede de apoio para as suas participantes.

Rede municipal

UBSs – Além da realização de consultas, pedidos de exames e encaminhamento, as 481 Unidades Básicas de Saúde da capital possuem uma série de serviços voltados ao público feminino, como grupos de orientação e apoio a gestantes, mulheres na menopausa etc.

Avança Saúde Mulher – realizado ao longo dos meses de março e outubro e durante um sábado no qual todas as UBSs da capital abrem as portas, a iniciativa concentra serviços como acolhimento, coleta de Papanicolau sem agendamento e encaminhamento para realização de outros exames preventivos, como mamografia e ultrassonografias, além de rápidos, consultas médica e de enfermagem, atualização vacinal, saúde bucal, orientações sobre tabagismo e consumo nocivo do álcool, atenção à saúde da pessoa idosa, entre outros. A 9ª edição do Avança Saúde Mulher acontece no dia 28 de março.

Serviços de Referência de Mama – A SMS conta com 14 Serviços de Referência de Mama (SRM). focados no diagnóstico precoce e tratamento de lesões mamárias. Eles apoiam a Atenção Básica com mastologia, mamografia e biópsias.

Centros de Exames da Mulher – A rede municipal conta com dois CEMs, em Itaquera e Capela do Socorro, estes equipamentos foram criados para complementar a oferta de exames diagnósticos ao público feminino, atendendo mulheres residentes na área de abrangência determinada pelas Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) que tenham necessidade de realizar três ou mais exames. Os CEMs, oferecem quase duas dezenas de exames, como mamografia, densitometria óssea, ultrassonografia mamária, ultrassonografia de abdômen total, ultrassonografia de abdômen total e transvaginal, etc.

Programa Mãe Paulistana – oferece assistência integral a gestantes e bebês na capital, desde o pré-natal, com a realização de no mínimo 7 consultas, até o segundo ano de vida da criança, com foco na redução da mortalidade materna e infantil. Os benefícios do programa incluem transporte para consultas, exames, enxoval (kit bebê) e vaga garantida em creche.

Protocolo de Terapia Hormonal em Mulheres na PósMenopausa e/ou Climatério – além da dispensação de hormônios das farmácias municipais, o documento lançar um olhar sensível para esta condição, a chamada síndrome do climatério, o que inclui uma abordagem multidisciplinar e integrada, com a participação de profissionais como médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos e fisioterapeutas.

Grupos de planejamento familiar – embora não sejam restritos ao público feminino, são importantes para a orientação sobre o melhor método contraceptivo a ser adotado, se for o caso, de acordo com a vontade e a realidade de cada mulher.

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