Jornal São Paulo Zona Sul

Capital verde da Europa em 2016, Liubliana poupa aterros de lixo

O intenso consumo no mundo moderno resulta em grande produção de resíduos – além dos gastos de energia e recursos naturais nos processos produtivos. E muitos países estão enfrentando o desafio de formas criativas – mas sempre com o engajamento da população.
Um exemplo é a Eslovênia, na Europa Oriental. Lá, a capital Liubliana foi escolhida a capital verde da Europa. Atualmente, menos de 5% do lixo produzido na cidade vai para aterros. Todo o resto é reaproveitado. A experiência foi apresentada em um Congresso de cidades, em Brasília, de acordo com a Agência Brasileira de Notícias.
Diretor da empresa pública Snaga, maior empresa de gestão de resíduos do país, Janko Kramzar explicou que a política de lixo zero depende, em primeiro lugar, de uma eficiente coleta seletiva de materiais. Além disso, outras ações, como uma intensa comunicação com a sociedade, também são importantes.
Kramzar defende que é importante estabelecer regulamentações sobre o tema, bem como ações de envolvimento de gestores, já que as políticas dependem de investimento financeiro e não são revertidas, necessariamente, ao longo de um mandato. Para países como o Brasil, ele indicou: “não adianta copiar modelos. Você vai ter que adaptar o sistema, porque temos diferenças em todos os lugares do mundo: diferenças econômicas, diferenças culturais e sociais”.
Um caminho para a solução dos problemas relacionados com o lixo já reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) brasileiro é apontado pelo Princípio dos Três Erres (3R’s) – reduzir, reutilizar e reciclar.
O desafio é grande, mas necessário. De acordo com o presidente do Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB), Rodrigo Sabatini, “não existe nenhuma mudança que a gente possa provocar nesse meio ambiente se ela não começar pelo lixo zero, se ela não começar pela gente”.

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